Empresária entra com nova ação no MP-BA e pede investigação no Sistema Ferryboat

Lenise Ferreira: "Se existem pessoas sabotando, são os gestores públicos". (Foto: Reprodução/A Tarde)
Lenise Ferreira: “Se existem pessoas sabotando, são os gestores públicos”. (Foto: Reprodução/A Tarde)
Salvador – Depois de entrar no Ministério Publico Federal com uma representação contra o Estado da Bahia, por conta dos eternos problemas do Sistema Ferryboat, a presidente da Associação Comercial de Vera Cruz, Lenise Ferreira, protocolou hoje (24) no Ministério Público Estadual um pedido de investigação no Sistema Ferryboat, operado pela empresa Internacional Marítima, do Maranhão.

Na ação no MPF Lenise pede que seja apurado o uso indevido de verba federal e descumprimento de lei federal de licitação e concessão.

“No relatório feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), ainda na gestão da concessionária TWB, foi apontado superfaturamento no custo das embarcações Anna Nery e Ivete Sangalo. Com base nisso e outros argumentos o governo rompeu com a TWB. A verba era federal”, destacou. Esses dois navios tiveram financiamento do Fundo Nacional da Marinha Mercante.

Com relação ao descumprimento de lei federal de licitação, Lenise afirmou que o “governo não poderia estender por mais 180 dias o contrato emergencial com a Internacional Marítima” – que opera o sistema atualmente. A Internacional foi contratada pelo Governo da Bahia, através da Agerba e Seinfra, como solução para o sistema ferryboat. O contrato emergencial de seis meses foi prorrogado por outros seis e completa um ano no próximo mês de março.

Em comentário postado em seu Facebook, Lenise Ferreira não poupa crítica à situação atual do ferryboat e comenta sobre a situação das embarcações.

O vice-governador Otto Alencar está mesmo criando uma cortina de fumaça sobre o real problema do sistema, quando fala em “sabotagem”. Há muitos anos se fala no risco de tragédias no sistema ferryboat. Ele está tentando lavar as mãos em relação à sua responsabilidade sobre o problema. Como disse uma promotora de Justiça há poucos dias, no caso de uma tragédia ninguém poderá se eximir de responsabilidades no caso, nem o próprio Ministério Público. Não será como foi em relação à Fonte Nova, onde ninguém viu nem sabia de nada e 7 vidas se foram sem punição dos responsáveis”, observou.

A empresária acrescentou:

“Se s existem pessoas sabotando alguma coisa, devem ser os gestores públicos que demonstram total incompetência na solução do problema e fogem como fez também o diretor-executivo da Agerba, que diz não ter conhecimento das recomendações feitas pela Promotora de Justiça Joseane Suzarth durante audiência com a nossa presença e do advogado da agência, Bandeira Ataide , e também do diretor daquela autarquia, Bruno Moraes Cruz. Na pauta da audiência constava um documento onde sugerimos intervenções operacionais que visam as melhorias do sistema. Trata-se de sugestões viáveis e mesmo assim foram ignoradas pelos representantes da Agerba”.

Lenise falou mais:

“Acredito que o vice-governador já tenha ingressado com pedido de apuração dos fatos. Estarei aguardando o resultado. Vamos ver quem está fazendo politicagem”.

Otto Alencar disse que a sabotagem no ferry Pinheiro ocorreu por “interesse político”.

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2 Comentários

  1. hudso

    Pode procurar qual empresa foi paga para efetuar o serviço sr. vice governador, não será necessario gastar tempo e dinheiro com auditoria. Simples assim.
    E o nome do equipamento que deu pane é leme. Logo a empresa que recebeu por esse serviço é que deve ser responsabilizada.

  2. hudso

    Fica tão fácil quando se quer realmente resolver, é só pegar a fatura e ver aquem foi pago o serviço do tal leme. Cuidado para não respingar em alguem. kkkk

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