PSB estimula candidaturas femininas para superar o machismo na política

No seminário, Lídice da Mata declarou: Somos 52% da população e temos um parlamento que não conta nem 10% de representação feminina". (Foto: PSB/Bahia/Divulgação)
No seminário, Lídice da Mata declarou: Somos 52% da população e temos um parlamento que não conta nem 10% de representação feminina”. (Foto: PSB/Bahia/Divulgação)
Consolidar candidaturas femininas enquanto fator indispensável para amenizar o desequilíbrio entre o contingente populacional feminino e a representatividade das mulheres nos parlamentos, cargos executivos e demais espaços de poder. Com este objetivo foi realizado, em Salvador o seminário “O PSB, as Mulheres e o Poder”, que teve como principais expositoras a presidente estadual da legenda, senadora Lídice da Mata, e a secretária de Políticas para as Mulheres de Pernambuco, Cristina Buarque.

“Do ponto de vista do que pensamos como socialistas, entendemos que a participação política faz parte do processo de emancipação e do combate à invisibilidade das mulheres. Somos 52% da população e temos um parlamento que não conta nem 10% de representação feminina, isso é sintoma de uma deformação da democracia brasileira”, destacou Lídice da Mata.

“Precisamos de uma reforma para democratizar e fazer com que o poder no Brasil tenha mais a cara das mulheres e dos negros desse País, em contraponto ao parlamento atual, que é predominantemente branco e masculino”, pontou Lídice, que postula a cabeça-de-chapa feminina do PSB baiano à sucessão estadual, tendo ao lado a ex-ministra do STF, Eliana Calmon, para o Senado. Eliana justificou sua ausência do Seminário em função de um encontro em Brasília com a coordenadora nacional da Rede Sustentabilidade, Marina Silva.

“Temos duas questões a resolver no Brasil: a da mulher e a questão racial. As políticas públicas de combate à pobreza não dão conta das identidades feminina e negra, que só fazem acumular mais desvantagens. É preciso criar uma política de desenvolvimento social que venha a mudar o aparato do Estado”, argumentou Cristina Buarque, para quem o País só conseguirá fazer o urgente e indispensável enfrentamento à violência contra a mulher se dispuser de recursos financeiros e políticos.

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