Ministérios: Temer age para aplacar insatisfação no PMDB

O anúncio da presidente Dilma Rousseff de que o PMDB não terá direito a um sexto ministério este ano foi mal recebido no principal aliado. A cúpula da legenda foi chamada a interromper as férias e se reúne nesta quarta-feira à noite, em Brasília, para decidir o que fazer. Nesta terça-feira, no início do dia, setores mais radicais da sigla chegaram a defender antecipação da convenção que discutirá a aliança com o PT, mas, após a intervenção do vice Michel Temer, o princípio de crise foi aplacado.

A única certeza, até agora, é que a insatisfação pela suposta perda de espaço no governo dará combustível à ala do partido que já ameaça a aliança nacional em função de disputas eleitorais nos estados.

A expectativa dentro do PMDB é que, ao fim do encontro desta noite de quarta-feira, os líderes do partido tirem uma posição sobre qual será o comportamento formal da legenda até o fim da reforma ministerial, que deverá acontecer entre o fim de janeiro e o início de fevereiro. Ninguém trata seriamente da possibilidade de o partido entregar cargos no governo, mas um grupo defende que a legenda anuncie formalmente que, diante da impossibilidade de assumir o Ministério da Integração, caberá a Dilma fazer as mudanças que quiser na Esplanada, sem qualquer interferência da legenda.(Paulo Celso Pereira, O Globo)

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