Governo abandona terminais de Morro de São Paulo, Gamboa e Ponta do Curral

No Terminal de Ponta do Curral, de onde é feita a travessia para Morro de São Paulo, os acidentes são frequentes. O equipamento é de responsabilidade da Agerba e o atracadouro já despencou diversas vezes.
No Terminal de Ponta do Curral, de onde é feita a travessia para Morro de São Paulo, os acidentes são frequentes. O equipamento é de responsabilidade da Agerba e o atracadouro já despencou diversas vezes.
Salvador – O abandono pelo Governo do Estado dos terminais marítimos de Morro de São Paulo, Gamboa e Ponta do Curral foi criticado pelo presidente do Democratas, ex-deputado estadual Heraldo Rocha. Em plena temporada da Alta Estação, quando milhares de turistas do país e do exterior visitam a Ilha de Tinharé, os equipamentos passam para os visitantes uma imagem degradante com risco de acidentes.

Heraldo Rocha afirmou que a responsabilidade é toda da Agerba (agência de fiscalização do setor de transportes do governo) e cobrou a revitalização completa dos atracadouros.

”Os terminais estavam sob responsabilidade da TWB, concessionária do serviço de ferry-boat e que foi destituída pelo governo baiano. “Há mais de um ano que o terminal da Gamboa, em Cairu está abandonado”, lembrou o presidente do DEM.

Os terminais de Morro de São Paulo (Cairu) e Ponta do Curral (Valença) chegaram a passar por uma intervenção do Estado, em 2011, graças a uma ação do Ministério Público, pelo perigo que representam para a população, com a ocorrência inclusive de vários acidentes.

“Quando perdeu a operação do sistema ferry-boat, a concessionária TWB ficou apenas com a operação dos três terminais de Morro de São Paulo, Gamboa e Ponta do Curra, mas a empresa paulista abandonou-os, juntamente com seus 25 empregados, que têm uma série de passivos trabalhistas a receber. Essa é uma responsabilidade do governo da Bahia pois ela é responsável pelos terminais. Se a concessionária não estava fazendo o serviço, o governo tem que assumir”, disse Rocha, lembrando da importância dos três terminais para o turismo na região da Costa do Dendê, no baixo sul.

Por conta das belezas naturais, Morro de São Paulo e Gamboa, no município de Cairu, são destinos turísticos disputados. Mas a falta de manutenção nos terminais marítimos é apontada como ponto negativo pelos turistas. O Ministério Público de Valença acompanha, desde o ano passado, a situação dos terminais e já pediu que o governo estadual intervenha de novo, apontando irregularidades no cumprimento do contrato.

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2 Comentários

  1. Lenise Ferreira

    Concordo plenamente coma opinião do Sr. Heraldo Rocha, quero inclusive solicitar ao Jornal da Midia que, se possível, me coloque em contato com ele. Preciso de aliados nesta batalha contra os desmandos do Governo do Estado em relação ao patrimônio público.

    Já vi mudanças nos quadros de secretarias estaduais por muito menos, no entanto, o Diretor Executivo da AGERBA desta vez parece estar blindado apesar das inúmeras atrocidades que vem cometendo ou permitindo em relação ao bem público.

    O TERMINAL RODOVIÁRIO DE ITAPARICA esta lá para comprovar tudo isto que foi dito aqui. Esta sob contrato emergencial há mais de dois anos. Antes era vergonhosamente administrado pela fantasmagórica fundação São Vicente do meu querido “amigo” Rangel e hoje, entregue às moscas, ao mato e aos vândalos. Os terminais e embarcações estão todos, absolutamente todos abandonados, sem conservação.

    Recentemente o terminal de Mar Grande foi transferido para uma empresa que até agora não mostrou para que veio. Vivem a instituir taxas e mais taxas e resultado que é bom, NENHUM! A TPP foi criada para disfarçar um aumento que andam doidos para aprovar pois nem fiscalização se encontra nos terminais.

    VERGONHA, CAOS, NEGLIGÊNCIA, IRRESPONSABILIDADE tudo isto financiado pelo dinheiro público, o fruto do meu, do seu suor. EU NÃO DESISTO DESTA LUTA NUNCA !!!

  2. robervaloliveiraalmeida

    Concordo que os terminais estão sucateados mas no caso do Morro de São Paulo, a prefeitura de Cayru cobra pedágio aos visitantes e não investe naquela localidade.

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