Informação para o usuário é difícil no sistema “ferryboat”

LUÍS AUGUSTO GOMES

São constantes os problemas apontados por turistas nas suas andanças de férias pela Bahia, onde já aguentam todos aqueles problemas atávicos de mau atendimento e preços exorbitantes, como se fosse um favor o serviço supostamente prestado a consumidores, e dificuldade num transporte dos mais essenciais no segmento. Dias atrás, um cidadão que estava na ilha de Itaparica e queria vir para Salvador buscou informações, por telefone, com a Agerba, que repassou o número da Internacional Marítima, concessionária do sistema ferryboat.

Inicialmente a ligação caiu na recepção, foi transferida para a área de operação, tendo a pessoa indagado se havia fila grande em Bom Despacho. O empregado, que estava em São Joaquim, dispôs-se a passar um rádio para o outro terminal, mas não obteve resposta.

Outro usuário ligou, numa madrugada de fim de semana, para o número 3103-2050, da Internacional Marítima, igualmente para saber a extensão da filha num dos terminais. A informação que recebeu não foi das mais alentadoras: “Daqui de onde estou não dá pra ver”.

Velhos problemas permanecem em Morro – Uma das joias da coroa baiana também não escapa de queixas. Empresário que recentemente voltou de temporada em Morro de São Paulo, que já tinha feito havia três anos, sentencia: “A cidade não evolui para o turismo, o esgoto corria na segunda praia, o que se vê são grupos de pessoas embriagadas na passarela entre as praias, isso afugenta”.

Para ele, um patrimônio que já demonstrou seu potencial, pode perder força no Estado pela falta de cuidado dos gestores – políticos em geral e turísticos especificamente. “A chegada é uma preocupação, principalmente para os mais velhos. As lanchas balançam no atracadouro, sobe-se a rampa entre sacos de repolho e galinhas, uma feira”. (Por Escrito)

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