Moradores de nove comunidades do Rio simulam desocupação em caso de chuva forte

Paulo Virgilio
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Moradores de nove comunidades do Rio de Janeiro participaram hoje (31) de um exercício simulado de desocupação para situações de chuva forte. Essas localidades já contam com Sistema de Alerta e Alarme. Foi o 19º exercício simulado desde a implantação do sistema, em 2011, e envolveu moradores de comunidades localizadas em Copacabana e no Leme, na zona sul, em Santa Teresa, no centro, e em Vista Alegre e no Complexo da Penha, na zona norte da cidade.

Às 10h, as sirenes soaram em cada uma das nove comunidades. Pela programação da prefeitura, sob a orientação de 90 pessoas – entre técnicos da Defesa Civil, agentes comunitários e voluntários –, os moradores de 448 residências situadas em áreas de risco deveriam deixar suas casas e, seguindo as rotas previamente sinalizadas, dirigirem-se a um dos 13 pontos de apoio também pré-definidos pela prefeitura.

Pessoas com deficiência e com dificuldade de locomoção foram retiradas pelos agentes comunitários. A Defesa Civil da prefeitura carioca avaliou como bastante positiva a participação dos moradores.

“Tivemos uma participação de 69% dos moradores, em média, nessas nove comunidades”, informou o subsecretário de Defesa Civil, Marcio Motta, que coordenou a operação, na comunidade do Chapéu Mangueira, no Leme. “O percentual só não foi melhor porque esse foi o segundo simulado nesses locais e muitos moradores resistem em participar, achando que já sabem como agir em situação de risco.”

Segundo Marcio Motta, todas as 103 comunidades cariocas nas quais já foi implantado o Sistema de Alerta e Alarme já participaram de pelo menos um exercício simulado. “Estamos agora na fase dos segundos testes, que serão feitos mensalmente”, explicou. O próximo exercício será até o final de setembro, mas a data e as comunidades ainda não foram definidas.

Nas 103 comunidades, localizadas em todas as regiões da cidade, existem aproximadamente 18 mil imóveis em áreas de alto risco, mapeados pela Fundação Instituto de Geotecnia do Município do Rio de Janeiro (Geo-Rio). Essas comunidades contam com 150 pontos de apoio e 166 estações de sirenes. A Defesa Civil também capacitou cerca de 5 mil agentes comunitários.

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