Leilão de energia gera economia de R$ 2,4 bilhões para consumidores

Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – Em cerca de quatro horas foi finalizado o Leilão de Energia A-5, feito pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), hoje (29), na capital paulista. O resultado final teve um deságio médio de 10,74%, o que gerou uma economia de R$ 2,4 bilhões para os consumidores. A energia elétrica contratada no leilão será proveniente de novos empreendimentos de geração de fontes hidrelétrica e termelétrica, com início de suprimento em 1º de janeiro de 2018.

Foram contratadas usinas que somam 1.265,4 MW  (megawatt) em potência instalada. Dos 36 projetos habilitados, 19 usinas venceram o leilão. O preço inicial do leilão foi R$ 140/MWh (megawatt-hora) e o preço médio de venda R$ 124,97/MWh. Ao todo, os contratos fechados movimentarão R$ 20,6 bilhões e 165,2 terawatt-hora (TWh) em eletricidade.

O leilão foi feito em duas fases, sendo que na primeira foi disputada a concessão da Usina Hidrelétrica Sinop por um prazo de 30 anos. A usina representa 400 MW de potência a ser agregada ao sistema e vendeu energia a R$ 109,40 por MWh. O valor significa um deságio de 7,28% em relação ao preço-teto de R$ 118,00 MWh estabelecido para o empreendimento. A concessão foi arrematada pelo consórcio formado pelas empresas Alupar, Chesf e Eletronorte, responsável pela construção e operação de Sinop (MT).

Na segunda fase, as pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), termelétricas a biomassa e termelétricas a carvão aptas a participar do certame, concorreram simultaneamente com produtos por quantidade (PCHs) e disponibilidade (térmicas), para selar contratos de comercialização de energia com duração de 30 e 25 anos, respectivamente.

Para o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, a primeira etapa do leilão foi um sucesso. Ele destacou cinco fatores para o sucesso da etapa. “O primeiro é que no leilão contratamos só energia renovável. O segundo é que conseguimos resgatar duas fontes que estavam perdendo competitividade, que são as PCHs e o bagaço da cana”.

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