Crise joga Itamaraty no inferno, diz jornal de Brasília.

A Casa de Rio Branco vive momentos difíceis com a crise instalada depois da fuga do senador boliviano Roger Pinto Molina. Um dia após determinar a troca de comando no Itamaraty, a presidente Dilma Rousseff rebateu as críticas feitas pelo diplomata afastado Eduardo Saboia, responsável pela fuga de Molina “É tão distante o DOI-Codi da embaixada brasileira lá em La Paz como é distante o céu do inferno”, disse.

O governo montou uma operação para evitar a ida de Pinto Molina ao Senado ontem. Mas os problemas na política externa estão longe de serem dirimidos, em um cenário no qual o combate à inflação e as eleições de 2014 dominarão a agenda do Planalto. (Correio Braziliense)

Dilma Reage

Já o jornal O Estado de São Paulo rela em matéria desta quarta-feira:

A presidente Dilma Rousseff rebateu um dos principais argumentos do diplomata Eduardo Saboia ao afirmar que o DOI-Codi é tão distante da embaixada do Brasil em La Paz como o “céu do inferno” e que a operação que possibilitou a fuga do senador Roger Pinto Molina o teria exposto a situação de “insegurança”. Em entrevista ao Estado, Saboia comparara o confinamento de Molina à repressão da ditadura militar. “Eu estive no DOI-Codi, eu sei o que é o DOI-Codi, e asseguro a vocês: é tão distante o DOI-Codi da embaixada brasileira lá em La Paz como é distante o céu do inferno, literalmente isso”, disse Dilma. O ministro- chefe da Advocacia-Geral da União, Luís Inácio Adams, afirmou que Molina precisará passar por um processo para a concessão de novo asilo. O governo boliviano estuda pedir a extradição do senador, considerado foragido da Justiça.

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