Desabamento causa interdição de seis imóveis na zona leste de São Paulo

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – A Defesa Civil interditou quatro residências e dois imóveis comerciais atingidos no desabamento de uma obra na zona leste paulistana na manhã de hoje (27). Segundo o coordenador executivo da Defesa Civil, José Koki Kato, os 15 moradores dos imóveis receberão atendimento da Secretaria Municipal de Assistência Social. Kato ressaltou, no entanto, que não existe risco de desabamento dos imóveis interditados.

Até o momento, foram resgatados 24 sobreviventes e retirados os corpos de três mortos. Três corpos ainda estão sob os escombros.Também foram atingidos cinco veículos estacionados no local do desabamento. A Polícia Científica vai apurar as causas do desmoronamento da obra de construção de uma loja de departamentos, de 1 mil metros quadrados.

Bento Lopes era um dos operários que trabalhavam no momento do desabamento. Ele conta que conseguiu se proteger sob uma viga. “Estou sentindo dores nos braços e nas pernas, mas estou bem”, disse Bento, que trabalhava há um mês no local e estava “muito triste” pelos companheiros que tiveram menos sorte. Segundo o operário, as obras já estavam na fase de acabamento.

De acordo com com José Honório, vizinho da construção, atualmente os trabalhadores estavam colocando as telhas sobre o edifício de dois pavimentos. Honório disse que viu o prédio ruir e ir ao chão de uma vez só. “Deu um estouro e a minha casa tremeu toda”, lembrou.

No início da tarde, os bombeiros aumentaram de 60 para 120 homens o efetivo que busca por sobreviventes entre os escombros. Segundo o comandante da corporação, Reginaldo Campos Repulho, toda a estrutura que suportava o edifício entrou em colapso. Por isso, os bombeiros fazem um trabalho cuidadoso para tentar localizar outros sobreviventes.

“Estamos entrando com bastante cuidado, para ver se conseguimos localizar pessoas lá dentro, com apoio dos nossos cães, para que possamos fazer intervenções pontualmente, de maneira bastante sutil, para que não causemos uma queda”, explicou Repulho.

Notícias Relacionadas