Missão parlamentar das Ilhas Malvinas chega a Brasília

Renata Giraldi
Agência Brasil

Brasília – Uma missão de parlamentares das Ilhas Malvinas (Falkland Islands) desembarca amanhã (27) em Brasília para passar uma semana no Brasil. A ideia é mostrar aos brasileiros que as ilhas devem permanecer sob domínio britânico. Liderada por Dick Sawle, a missão chega ao Brasil no momento em que a Argentina, que também disputa o controle das Malvinas, intensifica sua campanha para retomar o poder do território. Tradicionalmente, o Brasil apoia a Argentina, assim como a maioria dos latino-americanos.

O embaixador do Reino Unido no Brasil, Alex Ellis, disse que a missão parlamentar estará no Brasil em busca de “promover esclarecimentos” à sociedade civil, não com políticos e o governo brasileiro. O diplomata acrescentou que haverá reuniões em Brasília, São Paulo, Porto Alegre e Pelotas (RS).

“As pessoas conhecem mal a realidade das Falkland Islands. A tentativa é explicar como funciona o cotidiano dos cerca de 3 mil moradores das ilhas. Há habitantes de mais de 20 nacionalidades e uma imensa possibilidade nas áreas de de pesca e hidrocarbonetos”, disse o embaixador.

No Brasil, segundo ele, a missão parlamentar quer incrementar as relações comerciais entre a população e as ilhas. Haverá reuniões com empresários em São Paulo e no Rio Grande do Sul. Em Brasília, os encontros serão com senadores e deputados, além de integrantes da sociedade civil e intelectuais.

As Ilhas Malvinas são um território britânico, mas geograficamente estão no extremo Sul do Continente Sul-Americano, próximas à Argentina. Há três ilhas no local. Em 1982, os argentinos ocuparam pela força o território, dando expressão militar às suas reivindicações. Porém, entre maio e junho do mesmo ano, os britânicos retomaram o controle e a soberania durante a Guerra das Malvinas.

Apesar da vitória militar britânica no conflito, o governo argentino mantém a reivindicação de retomar o território. O apelo é feito em todas as reuniões internacionais das quais a presidenta Cristina Kirchner participa, assim como seus auxiliares. Foram encaminhadas reivindicações à Organização das Nações Unidas (ONU), à União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e ao Mercosul.

Nas Malvinas, o idioma oficial é o inglês britânico. A legislação também segue o determinado pelo Reino Unido, assim como placas e orientações são em inglês. De acordo com o embaixador, há apenas duas brasileiras que se casaram e passaram a viver nas ilhas.

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