Defesa de Pinto Molina diz que diplomacia brasileira está em “crise moral”

O advogado Fernando Tibúrcio, que defende o senador boliviano Roger Pinto Molina, declarou nesta segunda-feira (26) ao Diário do Poder que a nota divulgada ontem (25) pelo Ministério das Relações Exteriores “reflete a crise moral por que passa a diplomacia brasileira”.

“Ao invés de proteger e prestigiar um funcionário que deveria ser visto como exemplo, alguém que corajosamente tomou a única medida cabível numa situação de emergência, o Itamaraty optou por jogá-lo aos leões”, justificou. “Pior, inviabilizou a sua volta à Bolívia, por razões óbvias de segurança”, completou.

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Segundo ele, o Itamaraty quer, na verdade, expor o senador “injustificadamente”, sem nem ao menos lembrar que a esposa do Ministro Conselheiro Eduardo Saboia, funcionária do Consulado-Geral em Santa Cruz de la Sierra, e os filhos do casal, permanecem na Bolívia.

O advogado disse ainda que está surpreso com o inquérito que será aberto pelo órgão para investigar a entrada do senador no Brasil. “A situação do senador Pinto Molina é absolutamente legal “, garantiu. “[A situação não é de] asilado diplomático, nem refugiado nem foragido”, completou.

A previsão é de que o senador boliviano conceda, ainda hoje, uma entrevista coletiva na Comissão de Relações Exteriores do Senado para dar sua versão sobre o fato. Pinto Molina, conhecido por fazer forte oposição ao governo do cocaleiro Evo Morales, teve de ficar asilado na Emabaixada do Brasil em La Paz por mais de um ano.

Durante esse tempo, ele tentou pedir asilo político por conta da “perseguição” do presidente de seu país, mas foi impedido de sair por conta das acusações de envolvimento em desvios de recursos e corrupção – fato que ele nega veemente. (Diário do Poder)

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