Gasolina vai subir 6% ainda este ano devido à defasagem da Petrobras

O governo deve autorizar um reajuste dos combustíveis ainda este ano, atendendo, em parte, ao pedido da Petrobras, que, com a disparada do dólar, está com as contas cada vez mais pressionadas pela defasagem nos preços internos. A presidente Dilma Rousseff reuniu-se na quarta-feira com a presidente da Petrobras, Graça Foster, para discutir o assunto, horas antes de Graça embarcar para a China. Segundo uma fonte técnica da estatal, internamente, a companhia realiza estudos projetando uma alta de, no mínimo, 6% no preço dos combustíveis em suas refinarias.

— O reajuste é inexorável, o problema é quando, devido ao seu impacto na inflação — explicou a fonte.

De acordo com o especialista Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infra Estrutura, o preço nas refinarias da Petrobras acumula defasagem de 28% em relação ao preço internacional. Segundo técnicos do governo, a defasagem estaria em 30%. O reajuste que o governo deve conceder, porém, seria de apenas um dígito.

Pessoas próximas às conversas entre governo e Petrobras dizem que uma das propostas é autorizar o aumento em duas parcelas, deixando a segunda parte para 2014. A principal preocupação é com o impacto na inflação, que vem sendo pressionada por outros aumentos e pode fechar o ano acima do teto da meta, de 6,5% ao ano. Por outro lado, o governo está sensível à situação da Petrobras, fortemente afetada pelo descasamento entre os preços internos e internacionais dos combustíveis. O câmbio valorizado tornou a situação mais delicada, já que encarece as importações da estatal, que pressionam as contas da empresa e a balança comercial. Além disso, afeta a dívida da companhia. Segundo o jornal Valor Econômico, o governo vai parcelar o reajuste para evitar que o impacto do reajuste seja sentido com muita força pelo consumidor. (Portal IRM)

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3 Comentários

  1. Hugo Siqueira (da Poli)

    O COMEÇO DO FIM OU O FIM…
    Manifestações impedem alta nos combustíveis.
    Fuga de investimento inviabiliza 1ª rodada do PRESAL.
    A anunciada eliminação dos estímulos do FED combinado com o sucesso na exploração do gás de xisto nos EUA traz como consequência a valorização do dólar – como já está ocorrendo – e às dificuldades da Petrobras na importação de gasolina, diesel e etanol.
    Se, o “1º tsunami de dólares” barateava o combustível importado, ainda era possível a equiparação do preço nas distribuidoras. Agora é impossível: imagina o efeito perverso de uma valorização do dólar que encarece o gás, gasolina e etanol importado que a Petrobras vá ter de bancar daqui pra frente.
    A essa altura dos acontecimentos uma alta no preço dos combustíveis na bomba seria “um tiro no pé” tendo em vista o clamor das ruas. Mas, seria muito pior o aumento inevitável em ano de eleição.
    Gasolina aumentando usuários vão consumir menos de outros bens, reduzir viagens e haverá redução no preço desses outros bens. A inflação é um fenômeno monetário.

    http://letras.mus.br/vital-farias/49294/#selecoes/380165/

  2. Fedegoso

    Não vejo a notícia como que não seja uma coisa plantada. Não vejo argumentos que autorizem ou justifiquem a alta dos preços dos combustíveis.

    Assim como a alta do dólar pode aumentar os lucros dos exportadores não é verdade que diminue o lucro dos importadores. Quem ganha com uma notícia desta? É o que devemos perguntar. Garanto que o povo perde.

    Trata-se de pura especulação uma notícia desta. Querem apostar? Se eu fosse jornalista eu daria notícias, não caminharia pelo terreno da futurologia.

  3. Fedegoso

    Complementando. Observei que no entorno da BR 324, até Feira de Santana, a gasolina éanunciada de R$ 2,45 até em Salvador por R$ 3,14. Evidente que há uma guerra entre distribuidores. O anúncio de alta no preço da gasolina parece que tem outro objetivo, sentido. Tá na cara. E a imprensa se servindo disso.

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