‘The Guardian’ é obrigado a destruir documentos sobre espionagem dos EUA

Após divulgar as informações obtidas pelo ex-espião da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA), Edward Snowden, o jornal britânico, The Guardian, surpreendeu mais uma vez com novas revelações sobre o maior escândalo de espionagem da história. O diretor do jornal, Alan Rusbridger, afirmou hoje (20) que as autoridades britânicas obrigaram o veículo a destruir todas as informações e documentos ligados às revelações de Snowden.

Rusbridger explicou que foi procurado por um importante funcionário do governo pedindo que os documentos fossem entregues ao governo ou destruídos. “Esse foi um dos momentos mais bizarros da história do jornal”, escreveu o diretor. Ele disse que peritos do governo “estavam presentes no momento da destruição de discos rígidos de computadores, para ter certeza que nada pudesse constituir uma fonte de interesse para eventuais agentes chineses”.

De acordo com o diretor, a destruição dos documentos, somada à detenção do brasileiro David Miranda, parceiro do jornalista Glenn Greenwald, demonstra que a liberdade de imprensa está ameaçada. (Diário do Poder)

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