Eike Batista não é mais bilionário, revela a “Forbes Brasil”

Eike Batista (Foto: Fabio Motta/Estadão)
Eike Batista (Foto: Fabio Motta/Estadão)
Riqueza é assunto de família no Brasil. Assim a revista “Forbes Brasil” abre sua matéria, resultado de cinco meses de apuração, com a lista dos bilionários brasileiros. Entre nomes já habitués em rankings de ricaços e outros quase anônimos para o grande público, a publicação inclui 124 pessoas e nem sequer cita o mais famoso empresário do país, Eike Batista.

O levantamento aponta o empresário Jorge Paulo Lemann, 73 anos – conhecido como “Rei da Cerveja” – como o brasileiro mais rico do mundo. Sua fortuna é estimada em R$ 38,24 bilhões. Lemann é um dos sócios da AB Inbev (proprietária da Budweiser, Stella Artois, Brahma, Skol, Antarctica, Beck’s, Leffe entre outras cervejas populares) ao lado de Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, nas quarta e oitava posições, respectivamente. A companhia adquiriu recentemente o Burger King e se tornou sócio Warren Buffett na empresa Ketchup Heinz, marcas conhecidas mundialmente.

A publicação considerou pessoas ou famílias com patrimônio a partir de R$ 1 bilhão – ou seja, para a revista, Eike Batista tem fortuna abaixo deste valor -, em cifras levantadas conforme os padrões da Forbes dos Estados Unidos para a sua tradicional lista de endinheirados.

Em março de 2012, segundo a própria “Forbes”, Eike Batista era o 7º homem mais rico do mundo, com fortuna avaliada em US$ 30 bilhões. Mas, matéria publicada um ano depois apontava a queda do bilionário da 7ª para a 100ª posição na lista de bilionários da revista americana. A causa foi a desvalorização das ações de suas empresas de mineração, energia e construção naval, que reduziu a fortuna dele para US$ 10,6 bilhões (cerca de R$ 20,9 bilhões).

A versão 2013 da lista anual de bilionários da “Forbes Brasil” afirma que uma análise da edição tupiniquim “demonstra que, na pátria de chuteiras, é grande o número de fortunas concentradas em clãs, cujos integrantes dividem, nos bastidores, o controle acionário de algumas das maiores companhias canarinhas. O fenômeno se revela em mais de um terço das riquezas apuradas na lista deste ano”.

Esta não será a primeira vez que uma publicação ligada à “Forbes” desdenha de Eike Batista. Duas recentes reportagens da versão mãe, a edição americana, chamam o empresário de “o maior perdedor do mundo” e outra finaliza: “O empresário carioca está dolorosamente aprendendo que ele é o mestre do nada”, em texto assinado pelo jornalista Kenneth Rapoza. (O Globo)

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