FGV indica quebra na sequência de queda inflacionária

São Paulo – Após manter-se em baixa ao longo de julho e no início deste mês, o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) subiu 0,05% no período de sete dias encerrado no último dia 15 e comparado aos 30 dias anteriores. A taxa é superior à verificada na apuração passada, quando a variação foi negativa em 0,02%.

O levantamento, feito pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), mostra que dos oito grupos pesquisados cinco influenciaram esse resultado. O destaque foi transportes, com queda de 0,25%, porém, de menor intensidade em comparação à última pesquisa, quando havia diminuído 0,5%.

Ocorreram acréscimos ainda nos grupos: vestuário, que passou de -1,04% para -0,68%, sob o efeito dos calçados, em alta de 0,25% ante -0,46%; alimentação, com redução de 0,08% ante uma queda de 0,11%, com reflexo nos preços das hortaliças e legumes, que vêm caindo com menos força ao passar de -10,76% para -10,17%; saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,38% ante 0,32%, puxados pelos artigos de higiene e cuidado pessoal que aumentaram 0,47% ante 0,37%; e habitação, com ligeira elevação de 0,30% ante 0,29%. Nesse último caso, o avanço foi provocado pelo reajuste na tarifa de energia elétrica, de -0,34% para 0,04%.

Nos demais grupos, os aumentos perderam força. Em educação, leitura e recreação, a taxa pulou de 0,39% para 0,32% e o principal item foi o ingresso para espetáculos teatrais, com queda de 4,22% ante uma redução de 0,5%. No grupo despesas diversas, o índice atingiu 0,19% ante 0,25%, com destaque para o serviço religioso e funerário, em alta de 0,68% ante 0,98%, e em comunicação, em que houve pequena variação para baixo, de 0,12% para 0,11%, com o impacto da cobrança pelo acesso à TV por assinatura que passou de 0,47% para 0,39%.

Os cinco principais itens de influência sobre o IPC-S foram: leite tipo longa vida, com aumento de 6,06% ante 6,43%; refeições em bares e restaurantes ,com 0,47% ante 0,36%; aluguel residencial, com taxa de 0,58% ante 0,61%; plano e seguro de saúde, com 0,65% ante 0,64%, e cerveja, com 4,33% ante 4,14%.

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