Justiça indicia Menem por suspeita de participação em explosão há 18 anos

Renata Giraldi
Agência Brasil

Brasília – A Justiça indiciou o ex-presidente da Argentina Carlos Menem (1989-1999), de 83 anos, por “suposta responsabilidade” em explosões ocorridas na fábrica militar de Rio Tercero, em 3 de novembro de 1995, em Córdoba. O acidente provocou sete mortos e vários feridos. A explosão destruiu várias casas na região. A decisão foi do juiz federal de Río Cuarto, Carlos Ochoa.

Também deverão ser processados por crime de responsabilidade na explosão da fábrica os militares da reserva Carlos Franke, Edberto González de la Vega, Jorge Cornejo Torino y Marcelo Gatto e o ex-interventor da Direção de Produtos Militares Norberto Emanuel.

A decisão de Ochoa ocorre após a Suprema Corte de Justiça rechaçar o pedido, encaminhado pelos fiscais Guillermo Lega, Carlos Gonella y Facundo Trotta , alegando que o crime prescreveu.

Menem também está sendo processado ao lado de militares da reserva e de um ex-juiz por suspeitas de encobrir os autores do atentado com explosivos que, no dia 18 de julho de 1995, deixou 85 mortos e centenas de feridos na sede do consórcio judaico Amia, em Buenos Aires.

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