Empresa francesa do ‘propinoduto’ atuou em Belo Monte

CLÁUDIO HUMBERTO

Acusada de pagar propina ao governo tucano para ganhar contratos bilionários no Metrô de SP, a multinacional francesa Alstom também atuou na Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Em reunião do conselho de administração da Norte Energia S.A., realizada no dia 03 de fevereiro de 2011, foi aprovada operação para contratar o Consórcio ELM, no valor de R$ 3,5 bilhões, para fornecer equipamentos à usina.

Equipamentos – O consórcio, que inclui a francesa Alstom, a austríaca Andritz e alemã Voith, entregaria 14 geradoras com turbinas Francis e 6, com a Bulbo.

Metade do valor – Seis dias depois da reunião, cuja ata está publicada no Diário Oficial do DF, a Alstom anunciou que havia assinado o contrato por US$ 685 mi.

Só a cúpula – Participaram da reunião o presidente Valter Cardeal e os conselheiros, entre eles Adhemar Palocci, irmão do ex-ministro Antonio Palocci.

Monopólio – Segundo a própria Alstom, a empresa já forneceu mais de 100 turbinas e geradores a projetos no Brasil ao longo dos últimos 10 anos. (Coluna de Cláudio Humberto)

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