Acidente com navio, confusão, tumulto, transtorno e fila quilométrica no ferryboat.

REDAÇÃO DO JORNAL DA MÍDIA

Se não bastasse o acidente de ontem com o ferryboat “Pinheiro”, que bateu fortemente contra o pier de atracação na gaveta de Bom Despacho, às 9h, os usuários do Sistema Ferryboat, explorado pela Internacional Marítima, contratada pela Agerba e Secretaria de Infraestrutura, tiveram um dia de cão nesta segunda-feira (12).

Ontem no Terminal de Bom Despacho foi um verdadeiro inferno para aqueles que tentaram retornar da Ilha de Itaparica usando o ferryboat da empresa parceira do governo Wagner, a Internacional Marítima. Crianças empurradas, mães aflitas, usuários brigando, mais de cinco horas de fila de espera. E o pior: nenhum policial. A Internacional informou que os “três ferries” em tráfego eram suficiente para atender a demanda. Um absurdo, uma falta de respeito, uma falta de vergonha da empresa e do governo, que não respeitam o direito do cidadão, que não atendem com dignidade os baianos.

Hoje, em pleno inverno, quando a demanda do sistema é menos da metade da que é registrada no Verão, a fila de veículos passou da Calçada, em um dia comum de segunda-feira.

A população segue comendo o pão que o diabo amassou, apessar da propaganda enganosa do governo Wagner. A empresa Internacional Marítima, que a Seinfra/Agerba trouxe do Maranhão, é uma gracinha e consegue ser bem pior que a TWB.
A população segue comendo o pão que o diabo amassou, apesar da propaganda enganosa do governo Wagner. A empresa Internacional Marítima, que a Seinfra/Agerba trouxe do Maranhão, é uma gracinha e consegue ser bem pior que a TWB.

Nos terminais de São Joaquim e Bom Despacho, usuários ao gritos protestavam com o atraso nas saídas das embarcações e muitos desistiram de fazer a travessia. Uma desorganização total, sem a presença de qualquer preposto da Agerba, que é tida como responsável pela fiscalização do serviço.

Motivo: só duas embarcações em tráfego. O ferry “Pinheiro”, que retornou mais uma vez da Base Naval de Aratu após passar por serviços do sistema de propulsão (motores), saiu de tráfego após bater durante atracação. O sistema de reversão não funcionou na hora de atracar e houve muito corre-corre no interior da embarcação.

A Agerba, a fiscalizadora, e muito menos a Internacional Marítima, a “fiscalizada”, nada informaram sobre o acidente e muito menos deram qualquer satisfação aos usuários sobre a confusão generalizada nos terminais marítimos ontem à tarde e nesta segunda-feira.

A verdade é que, apesar dos R$ 40 milhões aplicados pelo governo Wagner na “reforma” dos navios, o sistema ferryboat está entregue às baratas. A degradação das embarcações é total e não se sente qualquer movimento da Agerba e da Secretaria de Infraestrutura no sentido de solucionar o problema.

Independente das declarações para enrolar o usuário do secretário Otto Alencar, sempre em emissoras de rádio, a população está entregue à sua própria sorte. O risco de um acidente é total. Tem embarcações trafegando de forma totalmente irregular, como o navio “Maria Bethânia”, autuado diversas vezes pela Capitania dos Portos. O “Bethânia” está com o prazo de vistoria obrigatória vencida.

O programa do apresentador Uziel Bueno mostrou as cenas da confusão de hoje no ferryboat. Aliás, foi o o único veículo, com exceção do JORNAL DA MÍDIA, que divulgou o fato. Dizem que a Internacional Marítima conseguiu calar a imprensa. Não se sabe qual o método empregado.

Mas a verdade é que a grande imprensa, os programas populares de emissoras de rádio e televisão, não falam mais nada sobre o ferryboat. Os blogs políticos chapa-branca, pior ainda. Dizem até que a Internacional, com o seu projeto de “marketing”, investe até na mídia do interior como forma de não ver seus nome nas manchetes. Ma o ferryboat continua sendo um prato cheio.

Quando ocorrer um acidente de proporção, é possível que a farra acabe.

internacionalmaritima

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1 Comentário

  1. Raimundo A. L. do E. Santo

    LEGÍTIMA VIOLÊNCIA.
    Não há mais o que comentar com os demandos que vêm sendo praticados. Todos sabem que existe uma conivência perniciosa entre todos, ou seja fiscalizados e fiscalizadores. Enquanto não houver um desastre de grandes proporções nada será feito. Afinal esta não é a era dos políticos “NÃO SABIA”?. Infelizmente, é grande a parcela da população que precisa deste meio de transporte, inclusive para ter acesso ao trabalho e ao seu próprio sustento.

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