Médico Roberto Kalil nega volta do câncer de Lula e fala da relação com políticos

Responsável pela saúde de alguns dos principais nomes da política brasileira desta década, o cardiologista Roberto Kalil Filho diz não se intimidar com o peso dos cargos dos pacientes que atende: “no meu consultório, quem manda sou eu”. À primeira vista, o médico de 54 anos e pouco mais de 1,60 de altura quase nada revela do temperamento forte que marca sua personalidade.

Segundo ele, é o perfil durão que o faz se identificar com a presidente Dilma Rousseff, a quem atende desde antes da vitória nas eleições de 2010. Entre seus pacientes ilustres também estão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o senador José Sarney (PMDB-AP), o ex-governador José Serra (PSDB-SP) e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Roberto Kalil: “Se Lula se tratasse no SUS, diriam que ele tirou vaga de uma pessoa carente” (Foto: Instituto Lula/Divulgação)
Roberto Kalil: “Se Lula se tratasse no SUS, diriam que ele tirou vaga de uma pessoa carente” (Foto: Instituto Lula/Divulgação)

Kalil falou à reportagem do Portal R7, do Grupo Record, sobre a relação próxima que estabeleceu com os políticos que atende, comentou o polêmico programa Mais Médicos do governo federal e as carências do SUS (Sistema Único de Saúde). Ele também rebateu a campanha realizada nas redes sociais em 2011 — quando Lula descobriu um câncer na laringe — que pedia para que o ex-presidente se tratasse na rede pública e negou ter diagnosticado no petista um retorno do tumor.

Confiras trechos da entrevista:

R7 – Quem é o paciente mais difícil de lidar, a Dilma ou o Lula?

RK – Cada paciente tem a sua característica. O mais importante é ganhar a confiança do paciente antes de dar a conduta médica. Aí fica fácil.

R7 – O Sr. identificou o câncer da Dilma, do Lula e do [ex-vice-presidente] José Alencar. Inúmeros políticos têm sido vítimas de tumores. Há alguma relação com a pressão sofrida no cargo?

RK – Não. Veja, eu não sou especialista em câncer. Mas não. Não vejo relação nenhuma. O diagnóstico hoje é muito mais precoce por causa dos aparelhos que você tem. Claro que a incidência de câncer aumentou, assim como de infarto e derrame cerebral também. Mas isso é mais por causa do diagnóstico.

R7 – Recentemente, houve rumores de que o câncer do Lula teria reaparecido. É verdade?

RK – Não. Ele vai repetir os exames dia 10 [sábado]. Ele acabou de sair daqui, veio visitar dois amigos que estão internados [quando a entrevista foi feita, no dia 1º de agosto, estavam internados no Sírio-Libanês o deputado José Genoino e o senador José Sarney]. Lula não veio se tratar! (Érica Saboya, do R7)

Notícias Relacionadas