Movimento Passe Livre continua sua pantomima em Salvador

LUÍS AUGUSTO GOMES

As manifestações de massa falam por si sós. A elas, os governantes devem reverência. Às mais fracas, também, mas não tem cabimento um grupelho, intitulado Movimento Passe Livre, impedir ou dificultar. por duas, três semanas, o trabalho do Poder Legislativo da terceira capital brasileira.

Para amanhã, anuncia-se uma “marcha” ao Centro Administrativo para “uma discussão sobre o transporte público no Estado com o governador Jaques Wagner”, que, só na malemolência, vai curtindo uma democraciazinha em assuntos que não vão dar em nada.

Não se sabe de onde vem a “força” desse movimento, cuja bandeira é justa, mas não se vê por aqui uma articulação efetiva nem retaguarda que garanta poder de negociação para viabilizar uma conquista que foi possível em algumas cidades.

A ser acatada essa anomalia fantasiada de movimento democrático, a qualquer pessoa caberá o direito de reunir sua família e alguns amigos para agredir as instituições e reivindicar como bem desejar, mesmo colocando-se contra o interesse coletivo.

Leitor questiona o movimento e a imprensa – A propósito, o leitor F.B. encaminhou a este blog longo comentário sob o título “Por que a imprensa não desmascara o MPL?”, definindo os ocupantes da Câmara como “militantes partidários travestidos de manifestantes que usurparam o grito das ruas para fazerem palanque político e se promoverem e aos seus vereadores”.

Presente à sessão do dia 6, que aprovou o voto aberto e impediu a cobrança de ISS das incorporadoras imobiliárias, o leitor viu um “comportamento tendencioso” nos ocupantes, que “aplaudiam e silenciavam durante a fala de alguns específicos vereadores”, dirigindo a outros “ofensas deliberadas, infundadas e agressivas”.

F.B. critica a atuação da imprensa no processo. Jornais e blogs, segundo ele, não descreveram as reais reivindicações sobre mobilidade urbana, não disseram o que querem os manifestantes nem procuraram fazer um perfil dos membros do MPL. “Será que se escoram no governo e por isso o seu inexplicável silêncio?” – questionou. (Por Escrito)

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