Brasil vence os Estados Unidos e mantém a invencibilidade no Grand Prix

Com o resultado, as brasileiras mantiveram a invencibilidade no ano. Foram 15 jogos, 15 vitórias e os títulos dos torneios de Montreux e Alassio.(Foto: Alexandre Arruda/CBV)
Com o resultado, as brasileiras mantiveram a invencibilidade no ano. Foram 15 jogos, 15 vitórias e os títulos dos torneios de Montreux e Alassio.(Fotos: Alexandre Arruda/CBV)

Campinas – A seleção brasileira feminina de vôlei terminou, neste domingo  (04.08), com uma invencibilidade de 18 jogos dos Estados Unidos no Grand Prix. O Brasil venceu, de virada, as americanas, atuais tricampeãs da competição, por 3 sets a 1 (17/25, 25/23, 25/18 e 25/20), em 1h52 de jogo, na Arena Amil, em Campinas (SP).

Com o resultado, as brasileiras mantiveram a invencibilidade no ano. Foram 15 jogos, 15 vitórias e os títulos dos torneios de Montreux e Alassio. No Grand Prix, além os Estados Unidos, o time verde e amarelo venceu a Polônia, na última sexta (02.08) por 3 sets a 1, e a Rússia, no sábado (02.08), por 3 sets a 2.

O Brasil voltará a quadra na próxima semana pelo grupo G do Grand Prix. Em Porto Rico, de 9 a 11 de agosto, as brasileiras terão como adversários Bulgária, República Dominicana e as donas da casa.

As ponteiras Gabi e Fernanda Garay foram as maiores pontuadoras do Brasil na partida, com 14 pontos cada. A central Juciely também teve uma boa atuação no confronto com 12 acertos. Pelo lado dos Estados Unidos, a ponteira Hill anotou 16 pontos e foi a maior pontuadora do duelo.

Para a atacante Gabi, de 19 anos, o Brasil cresceu de produção depois da derrota na primeira parcial.

“Contra os Estados Unidos temos que jogar muito bem taticamente. Depois do primeiro set, passamos a fazer isso. Elas jogam muito rápido. É um time que defende bem e tem volume de jogo. Quando passamos a respeitar as marcações da comissão técnica nosso jogo apareceu. Estou feliz com nossos resultados aqui”, disse a jovem ponteira.

A central Juciely chamou atenção para a evolução do jogo brasileiro ao longo da partida.

“Acho que foi nossa melhor partida aqui em Campinas. Ainda erramos muito no início, mas depois nosso jogo fluiu. É difícil jogar com os Estados Unidos porque elas são muito velozes. Saímos dessa etapa mais confiantes para os próximos jogos”, garantiu Juciely.

O treinador José Roberto Guimarães fez questão de ressaltar a importância de enfrentar os Estados Unidos dentro do Brasil.

“Essa é a pressão que teremos sempre, especialmente contra os Estados Unidos. É um time que cumpre muito bem seu papel tático. A velocidade e o estilo de jogo são diferentes de todas as outras escolas. Até conseguirmos ajustar a defesa, tivemos problemas. Fomos ajustando isso no decorrer do jogo”, afirmou o treinador brasileiro, que aprovou o desempenho das brasileiras neste primeiro final de semana da competição.

“Estava muito preocupado com o número de pontos que faríamos neste grupo, pois a disputa pela classificação será muito dura. Podemos estar entre as seis equipes classificadas. O jogo de hoje foi um teste para a nossa concentração, para a nossa confiança, do que precisamos melhorar no futuro. Não estivemos bem no primeiro set, mas conseguimos reverter isso no segundo e as coisas deram certo”, analisou José Roberto Guimarães.

Fabíola pede dispensa das próximas etapas

A levantadora Fabíola pediu dispensa das próximas etapas do Grand Prix por questões familiares. O treinador José Roberto Guimarães lamentou a ausência da jogadora, mas afirmou que pretende contar com ela para o Sul-Americano, que acontecerá entre os dias 16 e 22 de setembro, em Lima, no Peru.

“Teremos um desfalque no restante do Grand Prix. Infelizmente, a Fabíola nos deixará devido a problemas particulares. Mas ela voltará para o Sul-Americano. Tenho de agradecer a participação dela, principalmente neste último jogo, em que a entrada dela foi extremamente importante”, disse o treinador brasileiro.

A levantadora Fabíola garantiu que mesmo de longe seguirá torcendo pelo grupo brasileiro.

“Estou com alguns problemas familiares, por isso pedi para me ausentar deste período. Vou ficar torcendo daqui. O Zé quer que eu volte no Sul-Americano, o que me deixa muito feliz. Vou lutar para conseguir meu espaço, com muito trabalho e seriedade. Quero retornar muito forte”, explicou Fabíola.

O JOGO

O Brasil começou melhor e, numa bola de china da central Juciely, foi para a primeira parada técnica com dois de vantagem (8/6). O volume de jogo dos Estados Unidos apareceu, e as visitantes viraram o marcador (10/8). Com dois aces seguidos, as americanas abriram quatro (16/12). A central americana Harmotto brilhou na parcial com sete pontos, e os Estados Unidos venceram por 25/17.

A segunda parcial começou equilibrada. O técnico José Roberto Guimarães trocou as centrais. Entrou Fabiana e saiu Adenízia. Na segunda parada técnica, os Estados Unidos tinham três de vantagem (16/13). Depois de quatro erros seguidos das americanas, o Brasil virou o marcador (19/17). O time verde e amarelo segurou a vantagem e fechou a parcial por 25/23.

Os Estados Unidos voltaram com um bom bloqueio no terceiro set e abriram dois (8/6). Bem nos contra-ataques, o Brasil virou (9/8). A ponteira Gabi cresceu de produção e as donas da casa aumentaram a vantagem (16/13). Com tranquilidade, o Brasil venceu a parcial por 25/18.

As americanas vieram para o quarto set dispostas a levar o jogo para o tie-break e abriram cinco (10/5). O técnico José Roberto Guimarães inverteu o cinco e um. Entraram Sheilla e Fabíola e saíram Dani Lins e Monique. A substituição fez bem ao Brasil que virou o marcador 15/14. Os Estados Unidos voltaram a jogar bem no final do set e a parcial ficou disputada ponto a ponto. As brasileiras foram melhores no final da parcial e fecharam o set por 25/20 e o jogo por 3 sets a 1.

EQUIPES:

BRASIL – Dani Lins, Monique, Fernanda Garay, Gabi, Juciely e Adenízia. Líbero – Camila Brait

Entraram – Fabíola, Sheilla, Michelle e Fabiana

Técnico – José Roberto Guimarães

ESTADOS UNIDOS – Alisha Glass, Murphy, Kristin Hildebrand, Gibbemeyer e Harmotto. Líbero – Miyashiro

Entraram – Litchtman, Hagglund, Fawcett e Paolini

Técnico – Karch Kiraly

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