Criação de cotas é tentativa de combater desigualdade e egoísmo, diz ministro do Trabalho

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O ministro do Trabalho, Manoel Dias, defendeu hoje (30) que o conservadorismo e o comportamento egoísta são obstáculos à igualdade de classes no país. “Nós somos um país que durante muito tempo foi egoísta, uma elite que só pensou em si e que esqueceu que somos todos iguais. Para recuperar o tempo, temos que criar cotas”, explicou, após participar da cerimônia comemorativa aos 22 anos da Lei de Cotas, de inserção dos portadores de deficiência física no mercado de trabalho.

Na avaliação do ministro, é fundamental que haja mudanças como a que foi estimulada pelo papa Francisco, durante a sua recente visita ao país, ao exaltar a necessidade de maior humildade e solidariedade entre os brasileiros. Ao discursar, na Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), o ministro comparou o clamor dos representantes dos deficientes, que se queixaram da lentidão no processo de inclusão, às manifestações nas ruas. Para ele, o exercício da democracia pode construir “o país dos sonhos”.

De acordo com Manoel Dias, a presidenta Dilma Rousseff recomendou à sua equipe de governo ouvir o povo nas ruas e cumprir a missão de entregar obras dentro dos prazos previstos. No seu ministério, explicou, a questão é atender à demanda dos trabalhadores.

O ministro informou que nos dois eventos externos que participou, tanto na 102ª Conferência Internacional do Trabalho da Organização Internacional do Trabalho (OIT), quanto na reunião do G-20 (grupo dos países emergentes), os temas recorrentes eram a defesa de um trabalho decente. “A nação só será um país igual, justo e democrático no dia em que praticar o trabalho decente, e não ser apenas um discurso de categorias, do ministério, mas, sim, ser um discurso de Estado”.

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