Prefeito pretende fazer loteamento popular no Campo da Fé, em Guaratiba

Akemi Nitahara*
Da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O prefeito Eduardo Paes anunciou hoje (28) que pretende fazer do local onde foi montado o Campo da Fé (Campus Fidei), em Guaratiba, um loteamento popular. De acordo com ele, o arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, sugeriu que a área fosse desapropriada pela prefeitura para que ficasse como um legado da visita do papa Francisco à cidade.

“Dom Orani disse que ali foi feito um investimento muito grande pela Igreja que, infelizmente, não pode ser utilizado. Ele levou a questão ao papa Francisco e o papa demonstrou que ficaria feliz de ver aquele grande investimento feito pela igreja em legado para a cidade”, disse o prefeito.

Eduardo Paes disse que o Campo da Fé vai ser desapropriado por via judicial, para que a Justiça faça a avaliação do terreno, desconsiderando o investimento feito pela Igreja, que será “uma doação da Igreja para a população carioca”.

“Vamos fazer uma espécie de concurso com o Instituto dos Arquitetos do Brasil, para que ali possa ser desenvolvido um bairro. É uma área muito grande, vamos trabalhar com o Minha Casa, Minha Vida, fazer a infraestrutura necessária. É uma região da cidade que tem muita habitação precária, como o Jardim Maravilha, que é em área alagada, a comunidade de Piraquê, que fica em beira de rio. Não faltam situações para serem melhoradas ali em Guaratiba e Sepetiba”.

Eduardo Paes confirmou que o papa Francisco disse que pretende voltar ao Brasil. “Esperamos que seja para visitar o bairro Campo da Fé do Papa Francisco”.

Quanto à Minha Casa, Minha Vida, o prefeito afirmou que o evento foi “a maior invasão turística da história da cidade” e pediu calma e tranquilidade para os deslocamentos até amanhã. Ele lembrou que foi decretado feriado até o meio-dia de amanhã, para facilitar o esvaziamento da cidade.

“Nós trazemos o agradecimento aos jovens e ao papa, que trouxeram alegria para a cidade. Tivemos a maior celebração da história da cidade, com o maior número de pessoas e por mais tempo. Agradecimento também aos cariocas que receberam muito bem os visitantes, especialmente aos moradores de Copacabana”.

*Colaborou Tâmara Freire, repórter da Rádio Nacional do Rio

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