Jornalistas turcos denunciam perseguição política

Agência Lusa

Ancara – Mais de 70 jornalistas foram despedidos, forçados a deixar o posto de trabalho ou impelidos à demissão, desde o início dos recentes protestos contra o governo, afirmou hoje (24) a União Turca de Jornalistas (TGS).

De acordo com a organização, desde o início da resistência do Parque Gezi, em Istambul, e dos protestos iniciados no final de maio, pelo menos 59 jornalistas perderam o seu emprego. Outros 14 profissionais aguardam decisão dos órgãos para os quais trabalham.

Dos 59 jornalistas, 22 foram despedidos e 37 forçados, de acordo com o levantamento da TGS, que acusa o governo a pressionar os veículos de comunicação por uma postura menos crítica em relação às políticas governamentais.

Os veículos, incluindo as emissoras de televisão, na Turquia, são, em sua maioria, controladas por conglomerados empresariais considerados próximos do executivo islamita-conservador do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan. É pequeno o número de jornais e redes de televisão que mantêm algum grau de distanciamento ou assumem oposição ao regime.

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