Morre Djalma Santos, bicampeão mundial, aos 84 anos

Djalma Santos
Djalma Santos
Djalma Santos, lateral-direito bicampeã mundial pela Seleção Brasileira em 1958/1962, morreu nesta terça-feira aos 84 anos, em Uberaba, Minas Gerais, em decorrência de parada cardiorrespiratória. Batizado Dejalma dos Santos, ele nasceu em São Paulo no dia 27 de fevereiro de 1929, mas há 20 anos morava em Uberaba, onde estava internado em um hospital desde o dia 1 de julho.

Revelado pela Portuguesa de Desportos, onde brilhou com seu futebol de técnica e categoria, Djalma Santos se transferiu para o Palmeiras, onde fez parte da famosa Academia que tinha Valdir, Djalma Dias, Dudu, Ademir da Guia, Julinho, Servílio, Tupãzinho, entre outros. Ele encerrou a carreira no Atlético Paranaense, aos 42 anos.

Djalma Santos disputou quatro copas do Mundo: 1954, 1958, 1962 e 1966. Bicampeão do mundo em 58/62, ele disputou só um jogo na Copa do Mundo da Suécia, na final contra os donos da casa, substituindo o contundido De Sordi, o que bastou para lhe valer a escolha de melhor lateral-direito daquele Mundial.

Em 1963, foi o único jogador brasileiro a fazer parte da Seleção da FIFA que enfrentou a Inglaterra, em um amistoso, em Wembley (foto acima).

Assim como Nílton Santos, pelo lado esquerdo, Djalma Santos foi um lateral à frente do seu tempo. Em uma época em que os laterais só defendiam, ele já buscava as jogadas de apoio ao ataque, em razão de sua habilidade com a bola e invejável condição física. Extremamente técnico, marcava os ponteiros sem usar a violência, e por isso nunca foi expulso.

Djalma Santos foi um dos recordistas em jogos com a camisa do Brasil. Foram 114, com 81 vitórias, 16 empates e 17 derrotas. Marcou três gols.

O presidente José Maria Marin manifesta os pêsames aos familiares pela morte do bicampeão do mundo que aprendeu a admirar vendo-o jogar no Pacaembu.

– O futebol brasileiro perdeu um de seus ídolos. Djalma Santos era um jogador admirável, que todas as torcidas gostavam, pela categoria do seu futebol, mas também pela disciplina e lealdade. Tive o privilégio de vê-lo jogar muitas vezes. Lamento profundamente a sua morte e envio meus sentimentos a toda a sua família.

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