Jornalistas são demitidos após cobrir protestos na Turquia

Protestos na Turquia (Foto: EPA)
Protestos na Turquia
AGÊNCIA ANSA

Istambul – O Sindicato dos Jornalistas Turcos (TGS, na sigla em turco) informou hoje, dia 23, que pelo menos 22 jornalistas turcos foram demitidos e outros 37 obrigados a renunciar ao emprego por causa da cobertura dos protestos antigovernamentais que ocorreram na Turquia nas últimas semanas.

“Essas demissões e essas renúncias são pela grande maioria ligadas com as políticas de censura de muitos veículos sobre os protestos do parque Gezi”, afirmou Gokhan Dumus, presidente do TGS de Istambul.

“Nossos colegas trabalharam duramente para garantir o direito a informação do público e pagaram isso com seus empregos. Alguns foram censurados, outros viram seus programas de televisão encerrados. Outros foram demitidos somente por causa dos tweets que enviaram”, afirmou Dumus.

Segundo o Comitê Internacional para a Proteção dos Jornalistas (CPJ, na sigla em inglês), o governo do primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan “está engajado em uma ampla ofensiva para obrigar ao silencio os jornalistas críticos através da detenção, procedimentos legais e intimidação oficial, em uma das maiores campanhas de repressão da liberdade de imprensa da história recente”.

O CPJ ressaltou como a Turquia é o país no mundo com o maior número de jornalistas presos. A polícia turca prendeu hoje 28 manifestantes contrários a governo de Erdogan em Antioquia, perto da fronteira com a Síria.

A tropa de choque da polícia desocupou o parque Sevgi, ocupado há mais de um mês pelos manifestantes, removendo as tendas, os cartazes e as estruturas do protesto. Segundo o deputado oposicionista Hasan Akgol, do Partido Republicano do Povo (CHP, na sigla em turco), dos 28 presos, 15 foram detidos dentro de suas casas. (Ansa Brasil)

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