Dilma dá boas-vindas ao papa e destaca parceria com a Igreja

Akemi Nitahara
Agência Brasil

O papa Francisco chega na Base Aérea do Galeão, para sua primeira visita ao Brasil. Ele participará, a partir de amanhã, da Jornada Mundial da Juventude (Foto: Tomaz Silva/ABr)
O papa Francisco chega na Base Aérea do Galeão, para sua primeira visita ao Brasil. Ele participará, a partir de amanhã, da Jornada Mundial da Juventude (Foto: Tomaz Silva/ABr)

Rio de Janeiro – Após percorrer o centro do Rio no papamóvel, o papa Francisco seguiu de helicóptero para Laranjeiras e pousou no campo do Fluminense, que fica ao lado do Palácio Guanabara, sede do governo do estado. Ele foi recebido pela presidenta Dilma Rousseff, e a cerimônia começou com a execução dos hinos do Vaticano e do Brasil. Dilma deu as boas-vindas ao pontífice ressaltando que os 50 milhões de jovens brasileiros recebem de braços abertos os peregrinos que vieram para a Jornada Mundial da Juventude.

A presidenta disse que a presença do pontífice no país, para participar da jornada, é uma oportunidade para reforçar o diálogo com a Santa Sé e os valores que o Brasil compartilha. “Nós lutamos contra um inimigo comum: a desigualdade em todas as suas formas”, destacou a presidenta em seu discurso. Dilma ressaltou que o Estado brasileiro convive com a diferença e acolhe todas as religiões.

No discurso, a presidenta destacou também ressaltou a “estratégia de superação da desigualdade”, implantada no Brasil com as políticas de distribuição de renda e redução da pobreza e disse acreditar que a Igreja pode ser uma parceira para levar as boas experiências para outros países.

“O Brasil se orgulha de ter alcançado resultados nos últimos anos na superação da pobreza”, disse Dilma. Segundo ela, neste processo, o governo tem contado com a parceria com a Igreja: “As pastorais católicas têm sido importantes parceiras da autoridade brasileira na promoção da defesa dos direitos da criança e do adolescente”.

Também participam da cerimônia o vice-presidente da República, Michel Temer, e os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa.

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