Anderson Silva diz que não existe cura gay e defende liberdade de expressão

Anderson, sobre os políticos: "Não tenho paciência pra sacanagem. E com político você tem que ser político. Não tenho estômago, ia sair metendo a porrada em todo mundo''.
Anderson, sobre os políticos: “Não tenho paciência pra sacanagem. E com político você tem que ser político. Não tenho estômago, ia sair metendo a porrada em todo mundo”.
Em entrevista descontraída à colunista Monica Bérgamo, da Folha de São Paulo, Anderson Silva, o campeão de MMA disse que cura gay não existe. Disse ainda ser a favor da liberdade de expressão, para quem é gay e para quem não é também.

Monica – A pergunta que não quer calar…
Anderson Silva – Tá bom, vai, eu sou gay [risos]. Não existe cura gay. Eu não tô curado de ser gay [A assessora interrompe: “Cuidado com o que você diz”. Mais risos]. Não, eu não sou gay.

E o que acha do deputado Marco Feliciano?
Sou a favor da liberdade de expressão, para quem é gay e para quem não é também. Tá tudo bem.

E as críticas sobre a derrota?
Foi uma falha humana, que custou o título, um patrimônio brasileiro. Não sou máquina. Cometi um erro bobo, precisava ter dado um passo atrás e não dei. E gerou essa polêmica [pelo fato de] nunca ter sido nocauteado. Uma coisa nova que me deixou triste, me questionando se sou bom o suficiente.

Pode ter sido cansaço?
Tenho plena certeza de que foi estresse mental. Fiquei decepcionado com a atitude de alguns que não conhecem muito, imaginando que vendi a luta. Te colocam numa posição de intocável, imbatível.

Que lição ficou?
Fui do céu ao inferno muito rápido. Quando você começa a vencer muito não consegue detectar problemas.

Você já conquistou tudo?
Dentro do esporte, já conquistei tudo o que gostaria.

E fora do esporte?
Tô me preparando para atuar. O primeiro teste de fogo será “Até que a Sorte nos Separe 2”. Sempre tive aquela coisa de querer ser um super-herói. Mas filme de luta eu não gostaria de fazer.

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