Só ACM Neto seria especial nas eleições de 2014, diz publicitário

Prefeito ACM Neto (Foto: Max Haack/Agecom)
Prefeito ACM Neto
LUÍS AUGUSTO GOMES

“A eleição para governador em 2014 vai ser conceitual, quem é contra e quem é a favor do governo. Quaisquer que sejam os nomes em confronto, haverá acirramento, e a tendência é que o eleitor decida entre um projeto de continuidade ou de mudança”.

A afirmação é do publicitário Ary Carlos Nascimento, diretor do instituto Séculus, que acaba de divulgar, em parceria com o site Bahia Notícias, ampla pesquisa sobre a intenção de voto na Bahia, apontando a liderança disparada do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM) – que supostamente não será candidato.

Neto, para o publicitário, “é o único nome que mudaria a natureza do pleito”. Ele tem cerca de 27 pontos percentuais sobre o segundo colocado, Geddel Vieira Lima (PMDB). Substituído pelo ex-governador Paulo Souto, este fica na liderança, mas com índice bem menor, cinco pontos acima de Geddel.

Sem o prefeito, um quadro indefinido – O cenário sem o prefeito, alíás, dá uma embolada no jogo, pois, com a diminuição da distância entre os dois primeiros e levada em conta a margem de erro de 4,4, há um empate técnico em todo o segundo pelotão, com números que vão de 8,57 a 1,43.

Nesse pacote vêm Otto Alencar (PSD), João Henrique (sem partido), Lídice da Mata (PSB), Walter Pinheiro ou Rui Costa (PT), Marcelo Nilo (PDT) e João Gualberto (PSDB).

Todos eles, segundo Ary Carlos, têm um desempenho que varia com a região da consulta, a exemplo de Otto, na Chapada, e Nilo, no Nordeste. “Somente ACM Neto, na configuração com seu nome, e Geddel conseguem um resultado linear em todo o Estado”, afirmou.

Para o publicitário, Neto diz que não é candidato, mas, “se chegar a abril na faixa de 40%, sai, com a vantagem inicial de unir a oposição. E diferentemente do que se pensa, sua força não está concentrada na capital”.

Errado não está – Uma observação: o prefeito tem dito, repetido e reiterado que de forma nenhuma é candidato. Se, por estratégia, esconde o jogo, age corretamente. Se está decidido a ficar no cargo por ter feito um acordo com o governador Jaques Wagner, age melhor ainda. (Por Escrito)

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