Servidores da Polícia Federal marcham em Brasília pela reestruturação da corporação

 Agência Brasil

Marcha pela reforma da Polícia Federal e lançamento da Frente Parlamentar de Apoio à Reestruturação da Polícia Federal (Foto: Antonio Cruz/ABr)
Marcha pela reforma da Polícia Federal e lançamento da Frente Parlamentar de Apoio à Reestruturação da Polícia Federal (Foto: Antonio Cruz/ABr)

Brasília – Agentes federais, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal saíram hoje (16), da sede Departamento de Polícia Federal (DPF), em marcha até o Congresso Nacional, reivindicando a reestruturação da corporação. A caminhada teve início às 11h e a chegada do grupo ao Congresso está prevista para daqui a pouco, para o lançamento da Frente Parlamentar de Apoio à Reestruturação da Polícia Federal.

Segundo o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Jones Borges Leal, 200 policiais deixam a corporação anualmente. Para ele, a Polícia Federal está em crise. “É um órgão que não consegue manter seus servidores. E o motivo da marcha não é só salário, precisamos de uma reestruturação ampla”, disse Leal.

“Há seis anos, o governo vem dialogando, mas solução prática não vem”, ressaltou o representante dos policiais. Segundo ele, a Polícia Federal está desmotivada. “Do último concurso realizado, 200 [aprovados] tomaram posse, mas, destes, 20 já saíram e um cometeu suicídio.”

Para o diretor do Sindicato dos Policiais Federais do Distrito Federal (DF), Flávio Werneck Meneguelli, os policiais da capital federal sofrem pressões. “A situação no DF é bem atípica, porque nós estamos perto do poder, a pressão sobre os policiais federais aqui é bem maior – essa pressão vem por meio de assédio moral, vem por meio de procedimentos disciplinares instaurados com viés político, com viés de controle.”

O diretor Parlamentar do Sindicato dos Policiais Federais de São Paulo, Alexandre Sally, informou que  a marcha de hoje reúne representantes de todos os estados. “O objetivo da marcha é reestruturação, como um todo: queremos melhores equipamentos, investimentos em logística, melhores chefias e o fim do assédio moral.”

À frente da marcha, um elefante branco simbolizava os inquéritos policiais. “Apenas 8% dos inquéritos policiais resultam em punição, o restante se perde, é arquivado”, disse Alexandre. Ele enfatizou que, por causa desses problemas, os policiais “contam as horas para se aposentar”.

A marcha seguiu pelo Setor de Autarquias Sul (SAS), passou pela tesourinha (acesso viário típico de Brasília) da Catedral e seguiu pelo Eixo Monumental, ocupando duas faixas em direção ao Congresso Nacional. Segundo a Polícia Militar, 500 pessoas participam da marcha.

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