Governo de São Paulo anuncia corte de gastos para custear redução de tarifas

Fernanda Cruz
Agência Brasil

São Paulo – O governador Geraldo Alckmin anunciou hoje (28) um conjunto de medidas que resultarão em um corte de despesas equivalente a R$ 129,5 milhões para este ano. A redução de custos vai suprir os gastos do estado com a revogação do aumento nos preços das passagens do transporte público. “Ele [valor] cobre totalmente as reduções tarifárias feitas pelo estado”, declarou.

Entre as medidas adotadas está a extinção da Secretaria de Desenvolvimento Metropolitano, que atuava nas regiões metropolitanas de Campinas, da Baixada Santista e do Vale do Paraíba e Litoral Norte. A Casa Civil vai absorver os trabalhos que eram executados por aquela pasta.

Além disso, três fundações serão unificadas: a Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap), a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e o Centro de Pesquisas de Administração Municipal (Cepam). “Não há necessidade de nós termos as três, vamos fundir em uma só, com redução de prédio, aluguel, carro, diretores, conselhos, gastos com estruturas físicas, melhor economicidade e resultados”, disse.

Haverá também redução de 10% no número de veículos locados (exceto os que são da área de segurança, saúde e educação). Isso corresponde a 436 veículos a menos e economia anual de R$ 6,5 milhões. Além disso, 10% dos veículos próprios (1,4 mil carros) serão vendidos, gerando economia de R$ 3,1 milhões ao ano. A venda de um helicóptero usado pelo governo vai gerar economia de R$ 4,5 milhões por ano.

O governo vai extinguir também mais de 2 mil cargos vagos de provimento em comissão. “Isso não tem efeito imediato, porque eles não estão ocupados. O que nós estamos extinguindo são cargos vagos, para que amanhã não seja providos”, esclareceu.

Com passagens aéreas, haverá economia de 20%, o equivalente a R$ 3 milhões. O corte vai afetar também diárias em hotéis, com uma redução de 10% – R$ 6 milhões neste ano e R$ 12 milhões em 2014. Medidas que já vinham sendo adotadas pela administração paulista, como economia de água (de R$ 14 milhões), de energia (R$ 10 milhões) e telefonia (R$12 milhões) vão ser ampliadas.

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