Ataque de praga em plantações no oeste da Bahia pode ser bioterrorismo

Salvador –

Lagarta Helicoverpa Armigera ataca plantações: a suspeita de bioterrorismo estaria sendo investigada pela Polícia Federal (PF) e pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
A suspeita de bioterrorismo estaria sendo investigada pela Polícia Federal (PF) e pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
O ataque da lagarta Helicoverpa Armigera, que está destruindo as plantações de algodão e soja em nove municípios do Oeste baiano e mais quatro estados, pode ser resultado de bioterrorismo. Pelo menos é o que anunciou o secretário estadual da Agricultura (Seagri), Eduardo Salles.

De acordo com Salles, a suspeita estaria sendo investigada pela Polícia Federal (PF) e pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A praga já causou prejuízos superiores a R$ 1 bilhão e está comprometendo 228 mil hectares de algodão somente na Bahia.

Além do Oeste baiano, a lagarta Helicoverpa, até então inexistente no Brasil, já está presente nos estados do Paraná, Goiás, Piauí e Mato Grosso, e pode chegar a outras regiões.

A reunião realizada na cidade de Barreiras com representantes do Ministério Público e dos produtores da região teve o objetivo de alinhar as ações e definir regras para a aplicação do produto agroquímico Benzoato de Amamectina, de comprovada eficiência em outros países, no combate à lagarta Helicoverpa.

O produto, importado, já chegou ao Brasil e será distribuído aos produtores no município de Luís Eduardo Magalhães até quarta-feira (15). Os promotores do Ministério Público aguardam ainda as recomendações da Anvisa e Inema para assim dar sequência ao processo de aplicação.

“Estima-se que com a utilização deste produto específico para a Helicoverpa aconteça redução populacional para assim podermos agir no manejo da lavoura”, afirma o secretário Eduardo Salles, destacando que o governo federal deve aprofundar as investigações para detectar as causas do surgimento da Helicoverpa no Brasil.

Inicialmente, o produto será utilizado em 10 propriedades, seguindo diversas regras e cuidados, numa ação conjunta dos governos federal e estadual, prefeituras, entidades de classe e produtores. Esse projeto piloto vai gerar a elaboração de um relatório, que será a base para a segunda fase de aplicação do Benzoato de Emamectina em todas as propriedades atingidas pela praga, ao longo de 90 dias, conforme ficou acordo em reunião com o MP

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4 Comentários

  1. Benedito Carvalho

    Não acredito em ação de bioterrorismo. O fato é que o Oeste baiano vem sofrendo um processo de degradação ambiental extremamente sério. Todos os anos são derramados mais de 30.000 toneladas de agrotóxico na região, o que mata as pragas, mas também os seus inimigos naturais. As pragas como os patógenos sofrem constantes processos de mutação, surgindo novas formas com capacidade para sobreviver a aplicação dos agrotóxicos atualmente em uso. A luta do homem contra pragas e patógenos nunca vai ter fim, ninguem saberá quem será o vencedor. Se os agricultores aplicassem o MIP conforme orientação técnica da pesquisa, talvez as consequencias fossem bem menores.

  2. José Francisco

    Não acredita em ação de bioterrorismo? Esse é o grande problema dos brasileiros. O excesso de inocência.

  3. Márcio

    O nome bioterrorismo assusta, mas essa é a melhor palavra para designar uma ação deste tipo se ela for confirmada, é claro.
    A Bahia já conhece a história da vassoura-de-bruxa e as consequências sociais e econômicas que a introdução de uma praga pode ocasionar a uma região.
    Em se tratando da pior praga que existe, o próprio ser humano, não podemos afirmar assim como não devemos duvidar de que uma introdução proposital possa ter ocorrido, ainda mais sabendo que isso trás desgraça para muitos, mas trás lucro para outros.

  4. Márcio

    O nome bioterrorismo assusta, mas essa é a melhor palavra para designar uma ação deste tipo se ela for confirmada, é claro.
    A Bahia já conhece a história da vassoura-de-bruxa e as consequências sociais e econômicas que a introdução de uma praga pode ocasionar a uma região.
    Em se tratando da pior praga que existe, o próprio ser humano, não podemos afirmar assim como não devemos duvidar de que uma introdução proposital possa ter ocorrido, ainda mais sabendo que isso traz desgraça para muitos, mas traz lucro para outros.

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