Agerba autoriza na surdina aumento para pedágios da Bahia Norte

O Governo da Bahia prefere “ficar de fora” quando autoriza aumento de serviços. A Agerba é responsável pelo reajuste das tarifas de pedágio do Sistema BA-093, mas nem mesmo em seu site oficial divulga a informação. A população que se dane…
REDAÇÃO DO JORNAL DA MÍDIA

Salvador – As tarifas de pedágio do Sistema BA-093, que corta diversos municípios da Região Metropolitana de Salvador, serão reajustadas a partir de segunda-feira (29). O aumento, anunciado hoje (26) pela concessionária Bahia Norte, na verdade foi autorizado pela Agerba (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia), que nada divulgou oficialmente para os usuários.

Com o reajuste, o proprietário de um carro pequeno (automóvel, caminhonete e furgão) passará a pagar R$ 3 nas praças de pedágio – o valor atual é de R$ 2,80. A tarifa para caminhão leve, ônibus, caminhão-trator e furgão passará para R$ 5,90. Já o caminhão com reboque, caminhão com trator semi-reboque, pagarão R$ 11,90. Além da BA-093, o reajuste da Agerba contempla também as rodovias BA-524, BA-525 e BA-526, todas exploradas pela Bahia Norte.

A concessionária Bahia Norte, na nota que encaminhou à imprensa, só faz menção que o aumento das tarifas do pedágio foi publicado no Diário Oficial do Estado nesta sexta-feira (26), mas não diz quem fez publicar a resolução no DO.

O aumento está sendo concedido pelo Governo da Bahia, através da Agerba, agência que regula as rodovias pedagiadas do Estado (só não sabe fiscalizar), além dos transportes hudroviário e rodoviário de passageiros. A Agerba é uma autarquia vinculada à Secretaria de Infraestrutura. O titular da pasta é o vice-governador Otto Alencar.

No comunicado à imprensa, a Bahia Norte garante que desde agosto de 2010, quando assumiu o Sistema BA-093, a Bahia Norte já investiu cerca de R$ 450 milhões em obras de restauração e ampliação, e na operação das rodovias.

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16 Comentários

  1. Fedegoso

    A voracidade com que o estado é capaz de engolir recursos financeiros do povo é impressionante, principalmente em véspera de ano eleitoral. Não sei a razão da sintonia entre ano eleitoral e aumento de tarifas públicas.

    Um político até tentou explicar as razões, mas à medida que ele foi avançando no raciocínio foi me dando assim um mal estar que não sei explicar, o fato é que não peguei bem o que ele tentava explicar.

    Ele dizia mais ou menos isso:

    – Que a nossa elite não percebe que o atual jeito de fazer política está esgotado. Que o negócio seria impedir o sistema financeiro continuasse a dar as cartas. Que a cada eleição percebia precisar de mais e mais dinheiro, como se fosse um saco sem fundo. E que quem ganhava com isso era o sistema financeiro quando depois de eleitos estavam endividados, comprometidos financeiramente até o pescoço e desmoralizados.

    E, com os olhos rasos d`água, questionou:

    – Será que as nossas elites são mesmo vítimas de um sistema que se esgotou?

    E arrematou:

    – O político brasileiro anda pessimamente avaliado, quando não sabemos ou não queremos nos desvencilhar das armadilhas do capitalismo, do sistema financeiro.

  2. David Cruz

    É lamentável assistirmos as mesmas práticas condenáveis de governos como Paulo Souto, César Borges, Paulo Souto de novo…

    No governo Wagner, a história se repete…
    Os aumentos da Agerba para os associados saem sempre sexta-feira…

    Humm…isso cheira mal.

    E Wagner consente… O povão não precisa ser avisado, bobagem;;;´ra que?

    Eraldo Tinoco fazia assim…

    Hoje quem vai é a turma de Otto Alencar…

    Tem diferença?

    E as concessionárias enchendo os bolsos….

    Triste Bahia.

    PS: Qual será o próximo aumento? Qual será a próxima associada beneficiada? Descubram.

    Parabéns Wagner!!!!

  3. LENISE FERREIRA

    esta semana fui até AREMBEPE e fiquei irada por ter que pagar R$ 9,20 de pedágio para ir e vir. A única coisa que te oferecem, estradas sem buracos ( o que não significa dizer, perfeita) e uma possível assistência em caso de sinistro. Mas, vale salientar que já pagamos por isto no IPVA e somos obrigados por este GOVERNO que diz ter lutado pelo fim da DITADURA e que tanto bradou contra métodos “carlistas” , hoje, dá exemplo de falta de cidadania, de falta de respeito ao povo baiano.
    O POVO NÃO CONHECE O SEU VERDADEIRO PODER !!!!

    O POVO NÃO IMAGINA que pode mudar toda esta “história” e saber para onde vai o resultado deste aumento e de outras maracutaias que circulam nos meios judiciais…………

  4. Fedegoso

    O efeito desse jogo, o resultado dessa necessidade cada vez maior de mais dinheiro para o exercício do poder é o que maltrata e surrupia o bolso do povo. O nosso político se convenceu que só se ganha eleição aquele que mais gasta no pleito eleitoral. Assim foi aqui em Salvador, na última eleição. Foi agora no Paraguai. Foi assim na Itália. E tem sido assim aonde o capitalismo é normal.

    Vejam só. O nosso político tem a ousadia de gastar dois, três milhões em um único pleito eleitoral individualmente. A conta não fecha se durante quatro anos ele aufere somente 900 mil reais. Ou seja, gasta-se em três vezes mais do que se vai ganhar em quatro anos. Estou dizendo isso de um político honesto. Mas sendo honesto ele não seria bobo, logo, não investiria 3 milhões para ganhar em 48 meses a importância de 1/3 do investimento, o que seria mais ou menos 900 mil reais.

    Resultado. A prática da política partidária está restrita a uns poucos, mas expressivos, capazes de “qualquer coisa”. E é nas mãos desses é que estamos, desses que têm coragem desassombrada. Mentem, dissimulam, jogam, terminam cínicos.

    O poder do povo, senhora Lenise, não está nas urnas, mas pode ser que esteja nas ruas.

  5. Celso

    Fedegoso vai e vem critica o capitalismo dando a entender que só o socialismo/comunismo pode resolver o problema. Vamos ver se Cuba e Coreia do Norte são exemplos para o Brasil. São países em que só existe o Partido Comunista e ninguém pode se reunir para criar outros partidos. Ele diz que o poder do povo brasileiro pode ser que esteja nas ruas, mas em Cuba e na Coreia do Norte o povo não tem poder e está subjugado ao Partido Comunista. E cubanos e coreanos do norte não são doidos para sair às ruas protestando contra o governo, pois sabem que o calabouço os espera. São países pobres, onde o povo passa necessidade. Na Coreia do Norte está acontecendo até canibalismo por causa da fome endêmica.

    Por outro lado, a Coreia do Sul é capitalista, tem um dos mais altos Indice de Desenvolvimento Humano do mundo. É um país super desenvolvido, onde o povo tem alto padrão de vida, enquando seus irmãos do norte que foram escravizados pelo comunismo vivem numa pobreza de dar dó.

    O problema do Brasil são os políticos e as elites que comandam a economia. E quem modela o capitalismo aplicado em cada país são justamente esses dois grupos. Se são incompetentes, corruptos e gananciosos temos o chamado capitalismo selvagem, como no Brasil, mas se a classe politica e empresarial de um país for responsável e competente o capitalismo dá bons frutos como acontece na Coreia do Sul.

    E aí leitor, vocês preferem viver num país socialista/comunista como Cuba e Coreia do Norte ou num país capitalista como a Coreia do Sul?

  6. Fedegoso

    O perigo são os extremos. O equilíbrio está no meio.

    Meu caro Celso, você acha que a vida ali no bairro da Paz é diferente daquela que se é vivida no pior país do mundo, quem sabe seja ele a Somália?

    Ou vc pensa que se vive bem no Haiti? E qual a diferença da vida de morador periférico do Haiti da vida de um morador do bairro Valéria?

    Só que pessoas da extrema direita quando querem dar exemplo vão lá do outro lado mundo como se aqui fosse tudo maravilhas. Pena! Muita pena!

    Vc não está debatendo com nenhum neófito, perdoa-me a imodéstia.

    Outro ponto. Você acha que um morador do bairro Caminho das Árvores tem uma vida inferior a daquele que mora na Suíça?

    Ou aquele morador do Corredor da Vitória vive pior do que se vive na Dinamarca? Deixa de ser bobo. O capitalismo selvagem dizima tanto quando qualquer democracia em que o voto só elege castas, quando vc só sabe repetir sobrenomes. Política no Brasil é questão de posse de família. Sai o pai entra o filho. Depois vem o neto. Ou vc pensa que estou defendendo partidos, candidatos, políticos? Estou execrando a maioria deles.

    Você aponta: “O problema do Brasil são os políticos e as elites que comandam a economia.” Você lá sabe o que é ser comunista? Socialista? O que uma coisa tem a ver com os argumentos que defendo?

    Caro Celso, Vc é um inocente. Eles não “comandam a economia”, eles são aqueles que gastam 3 milhões em três meses para ganhar 900 mil em quatro anos. Se são honestos e não são burros, são o quê? Responda-me? São mágicos? Como ser tão perdulários e ficarem cada vez mais ricos? Me explique? São serviçais de um capitalismo predador, vivem às custas de ingnorantes como vc. Isso se vc não for um deles.

    Sou pedestista, sou pesedista, acemista coisa nenhuma. Nem comunista nem socialista. Só vejo que o atual sistema está esgotado. Quanto mais dinheiro eles jogam no negócio, mais dinheiro o negócio pede. E quem é o homem honesto capaz de topar uma eleição contra esses “sortudos”? Quem? Quando eu jogo na loteria, eu aposto dois reais para ganhar milhões. Nunca ganhei. Eles fazem o mesmo que eu, totalmente o inverso, apostam 3 para ganhar 1. E ficam milionários. Conseguem ficar três, quatro anos, quando não ficam a vida inteira sem precisar de trabalhar mais. Mágicos? Tá!

    Em véspera de eleição as tarifas aumentam sim. À toa não é. São mágicos nada. São o quê? Pensa um pouquinho, pra vc vai ser difícil achar a resposta. Tá pensando? Pense mais um pouco. Pronto.

    Ah! Quando vc for à feira, não leve uma sacola, leve o seu bonezinho.

    Como diz a Lenise: “O povo não conhece o seu verdadeiro poder”.

  7. Fedegoso

    Celso, antes que vc se apegue em detalhes, desconsidere a expressão “ingnorante”. Corrija para “inocentes úteis”.

  8. Daniel

    Se comunismo fosse bom os cubanos não tentariam fugir em camaras de ar de caminhão para os Estados Unidos enfrentando ondas de 4 metros de altura.

  9. Fedegoso

    Senhor Daniel, o brasileiro atravessa o deserto do México para morar nos EUA. Muitos acabam morrendo na travessia. Os que chegam nos EUA, muitos, não passam do aeroporto, outros, ficam presos lá, comendo angu. E quem dá sorte, via ser engraxate, faxineiro, sem cidadania. E aqui é democracia. O mundo inteiro quer negociar com a China, ir à China, e lá é ditadura. Qual a população de Cuba? Quantos Cubanos querem fugir de lá? Pare de ler a revista Veja. Estou dizendo que o capitalismo tem mais concentrado do que distribuido a renda.

    Ah! Tem mais. Dinheiro não é tudo. Quando vc descobrir isso…sua vida vai mudar.

  10. Celso

    Fedegoso, não tente misturar as coisas para confundir os leitores. Meu comentário não se refere especificamente ao quanto os politicos brasileiros gastam nas eleições. Nem toquei neste assunto. O comentário está dirigido às diferenças entre capitalismo e socialismo/comunismo. Não misture alhos com bugalhos.

    E vamos parar de carimbar quem critica o comunismo de ser de extrema direita, nazista ou imperialista. Essa tática está muito manjada. Ou será que você considera os governos da Coreia do Sul, Noruega, Suécia, Dinamarca e outros tantos paises capitalistas como de extrema direita? Não seja tolo nem tente colocar chifre em cabeça de cavalo.

    O que quis mostrar é que mesmo entre países capitalistas há diferenças marcantes. O Brasil, por exemplo, não é um país tipicamente capitalista. Um país cujo banco de desenvolvimento (BNDES) escolhe os protegidos do rei para financiar seus projetos mirabolantes, assumindo o risco de negócios sem sustentabilidade não tem nada de capitalista.

    Nos países realmente capitalistas os empresários que se dão mal em seus negócios vão pro beleléu. Só os competentes sobrevivem. Não é como aqui no Brasil, onde milionários com amigos influentes no governo não assumem os riscos dos seus próprios negócios. Em vez disso fazem investimentos com dinheiro do BNDES e quando o negócio dá chabu o BNDES é quem leva o prejuízo. Este é o capitalismo do PT, o capitalismo dos burgueses do capital alheio.

    E pra finalizar, me aponte um país socialista/comunista em que o povo tenha liberdade e bom padrão de vida. Em Cuba, milhares de pessoas morreram tentando fugir para os Estados Unidos. E não é só com câmaras de ar como Daniel citou, não. No desespero para se livrar da ditadura de Fidel Castro, os cubanos se mostram muito criativos. Pesquisem na internet e vejam quantas coisas eles inventaram para cruzar o mar até a Flórida, embora grande número deles tenha virado comida para os tubarões. Muitos dos que conseguiram chegar lá viraram até empresários bem sucedidos.

    Na Europa, o povo que vivia sob o jugo comunista se rebelou contra a pobreza e a opressão e derrubou com marretadas o Muro de Berlim para fugir para os braços do capitalismo. A China é um caso a parte, pois adotou o capitalismo como modelo propulsor da economia, mas mantém a ditadura, embora mais branda do que nos tempos de Mao Tse-Tung. Você entendeu Fedegoso ou quer que eu desenhe?

  11. Fedegoso

    Caro Amigo, vc está me dizendo que a Europa anda bem das pernas? Portugal está quebrado; a Itália, idem; a Espanha anda mais dura que pau de…; a Grécia não sabe nem mais a quem pedir dinheiro etc e tal. Para com essa mania de dizer que o capitalismo é o melhor negócio. O capitalismo é muito bom mesmo é para a Alemanha; para a França; para a Inglaterra e para os Estados Unidos que são os maiores agiotas do mundo, os paises ricos. E como foram organizadas essas fortunas? Não me venha dizer que foi com a espoliação do resto do mundo, antes, durante e depois da colonização que posso concordar com você. Vc acha que tem jeito de ficar multimilionário sem que não seja com negócios imorais, mesmo que legais? Por exemplo. A escravidão era legal, mas não é moral. E ela existe até hoje, mesmo contra a lei. Como foi organizado o patrimônio das Igreja Católica? Como tem sido organizado o enriquecimento das igrejas evangélicas? E o campo da mineração? Tem jeito de ficar rico aqui no Brasil que não seja nas tetas do governo? Vc tem discurso. Mas não é sincero. Não é verdadeiro. Ninguém está preocupado com ditadura, com democracia, aristocracia ou com a “cia” que seja. Todo mundo quer é ser feliz. O resto é balela.

  12. Fedegoso

    Caro Celso, vamos jogar essa nossa conversa fiada no prático? Vamos? O que vcs querem é se apropriarem das embarcações do estado, explorá-las em benefício particular, encher os bolsos de dinheiro, usar o patrimônio do estado ( que singnifica patrimônio do povo, público) até virar sucata de novo. Em contrapartida vão distribuindo um cala-boca daqui, outro dali. E tudo bem. E chamam isso de capitalismo? Ora, tenha paciência! Eu estou na trincheira do usuário. Defendo que na falta de dinheiro particular o estado seja o proprietário, quando só ele investe e tem dinheiro pro negócio. Ou seja, sou contra o seu capitalismo nefasto. Tem que privatizar nada. Isso não é comunismo. Não é socialismo. É questão de estratégia. De presonsabilidade negocial. Ponha dinheiro no negócio! Ponha! Quero ver! Põe nada. Da fruta que vcs gostam eu como até o caroço.

    Como diz a dona Lenise: Quando esse povo…! Vai! Vai!…

  13. LENISE FERREIRA

    Senhores,

    a realidade que vivemos em nosso País é muito peculiar, não cabem aqui exemplos em relação a este ou aquele País.Leiam a matéria abaixo, acessei há algum tempo, me digam o que tem haver com o nosso Brasil. Obviamente que, em se tratando de propaganda enganosa, o nosso País se supera, falam até em acabar com a pobreza. É até possível que isto se torne real, os pobres estão morrendo por tuberculose, fome, seca, violência, drogas e tantas outras mazelas, muitos com os trocados do bolsa família.
    Antes da leitura, lembrem que o assunto é o aumento na surdina concedido pela AGERBa que não cumpre o seu papel como agência reguladora e fiscalizadora do Estado. Esta turma criticada pro nós adora quando nos desviamos do foco. Por isto sou teimosa e não desvio quando quero obter algo em que o poder público esteja envolvido.
    Os principais êxitos do regime implantado pela Revolução Cubana de 1959 estão na área social, onde a ilha apresenta indicadores superiores à maioria dos países do continente, incluindo aí os mais ricos.

    Para muitos, apesar dos inúmeros problemas enfrentados pela população cubana, o maior sucesso da revolução liderada por Fidel Castro foi ter conseguido desenvolver uma poderosa rede de assistência social, que serviu para impedir que os 20% mais pobres da sociedade caíssem em uma situação de miséria e pobreza extrema.

    Em Cuba, o Estado se encarrega dessas famílias, entregando-os dinheiro extra, alimentos, roupas e móveis.

    Nos casos de pessoas com deficiências físicas ou mentais, o governo chega, inclusive, a pagar um salário para que elas recebam os cuidados necessários.

    Medidas em benefício da parcela mais pobre da população cubana foram tomadas logos nos primeiros dias da revolução.

    A reforma agrária, por exemplo, deu emprego a todos os camponeses do país. Alguns receberam terras, outros passaram a integrar cooperativas, e muitos se transformaram em trabalhadores de fazendas coletivas.

    Já nas cidades, foi proibido o despejo de inquilinos e decretada a redução dos aluguéis. Finalmente, foi realizada uma reforma urbana que transformou 85% dos cubanos em proprietários de suas casas, uma realidade que se mantém até os dias atuais.

    Educação

    Não há no país nem mesmo meninos de rua. Os órfãos, filhos de pessoas com deficiências mentais ou de pessoas presas, vivem em instituições que lhes garantem alimentação, assistência médica e educação, incluindo os estudos superiores.

    Mas eles não são exceção, já que 100% das crianças e adolescentes cubanos freqüentam a escola, que é obrigatória por nove anos e segue sem custar um centavo até o nível universitário, onde até mesmo os livros são gratuitos.

    A lei cubana obriga os pais a enviarem seus filhos à escola. Se for considerado que este direito da criança foi violado, a pena para eles pode ser até mesmo a perda da guarda do menor e outras medidas judiciais.

    Nenhuma criança fica de fora da rede educacional. Os cerca de 60 mil menores de idade com limitações físicas ou psíquicas da ilha freqüentam escolas especiais, onde, além de aulas, recebem tratamento fisioterápico e atendimento psicológico, uma combinação que permite com que eles desenvolvam ao máximo suas habilidades.

    Saúde

    É nestas escolas que se reúnem dois dos maiores sucessos da revolução cubana: a educação e a saúde pública.

    Em relação a esta última, o regime de Fidel Castro desenvolveu um gigantesco sistema nacional de cobertura a todos os cidadãos, sem exceções de nenhum tipo.

    O sistema de saúde de Cuba é composto por quatro níveis: o médico de família, que costuma viver a poucas quadras de seus pacientes; o clínico geral de bairro; os hospitais de zona e os institutos especializados.

    Todo atendimento é gratuito, com exceção dos medicamentos, que são subsidiados pelo Estado.

    Nenhuma doença fica de fora do sistema de saúde cubano, que oferece tratamentos a problemas que vão desde simples dores de cabeça a enfermidades relacionadas à Aids, passando por assistência odontológica e até mesmo cirurgias plásticas.

    O resultado deste sistema de saúde tão amplo pode ser observado quando se comparam as estatísticas das Nações Unidas sobre esperança de vida. Cuba ocupa o terceiro lugar em todo continente americano, com expectativa de vida de 76 anos para os homens e 80 para mulheres.

    Já em relação à mortalidade infantil, as estatísticas da ONU apontam que o índice de Cuba é de cinco mortes a cada 1.000 nascimentos, o que situa o país em um nível só comparável ao do Canadá no continente americano.

  14. Fedegoso

    Esse o papel da internet, dar voz a todos. Muitos não gostam da democracia que os meios de comunicação oferecem. Nossos agradecimentos ao Jornal da Mídia por nos oferecer espaço, SEM CENSURA.

  15. Celso

    Fedegoso, você está viajando na maionese. Não tenho nada a ver com ferryboat nem quero me apropriar de nenhuma embarcação do estado, pois não sou amigo do rei nem tenho intenção de ser. No máximo quero viajar nelas com rapidez e segurança. Sou assalariado, não sou empresário.

    Acho que o sistema ferry boat deveria funcionar no mesmo esquema dos barcos que fazem a travessia para Mar Grande. Em vez de uma empresa explorando o sistema, deveria existir umas quatro fazendo o serviço e competindo entre si. Acho que o pessoal que cuida da travessia para Mar Grande deveria ser chamado para assumir o ferry boat. Iria funcionar bem melhor. Quero que a Lumar, Internacional Marítima e Agerba se explodam. Essa história do ferry boat é ruim para os usuários do sistema, mas é um ótimo negócio para os escolhidos pelo rei, inclusive deve ser uma maravilha para o próprio.

    Segundo ponto: não disse que a Europa anda bem das pernas. A Europa tem bem uns 20 países e apenas meia dúzia está com problemas. Citei especificamente Noruega, Suécia e Dinamarca, que não foram nem são colonialistas, imperialistas nem outros istas. E não estão mal das pernas como Espanha, Portugal e cia.

    Dona Lenise, o Brasil tem o SUS que beneficia toda a população e Lula chegou a dizer que era um sistema perto da perfeição, mas quem precisa usar o SUS sabe o inferno que enfrenta. No papel e na propaganda governamental é uma maravilha.

    O cubano é quem pode dizer como é o dia a dia deles e se tudo funciona como o governo alardeia. No Youtube há vários vídeos que mostram as dificuldades que o povo cubano enfrenta. É bom pesquisar.

    Os acadêmicos simpáticos a Cuba costumam argumentar com a excelência dos serviços cubanos de saúde e com a alta qualidade de sua educação, constituindo esses dois elementos as grandes justificativas em face das demais ‘deficiências’ do regime, uma espécie de compensação social pela falta de liberdades políticas e por todas as misérias da vida econômica.

    Estas ‘bondades da Revolução’ estão sempre na primeira linha da defesa dos acadêmicos que alardeiam as conquistas do socialismo cubano, constituindo, no entanto, mais um dos grandes mitos que cercam a ilha. Elas estão identificadas com as supostas conquistas sociais da ‘revolução’, como se a ilha, antes de Fidel Castro, fosse um inferno de misérias humanas e um deserto de avanços sociais.

    Em 1958, antes de Fidel ocupar o poder, Cuba ostentava bons indicadores sociais em diversos quesitos, situando-se, geralmente, nos três primeiros lugares do ranking latino-americano, junto com a Argentina e o Uruguai. De modo geral, Cuba se situava entre as sociedades mais avançadas da América Latina, com um perfil social bem mais próximo da Europa mediterrânea do que dos demais países latino-americanos.

    De um conjunto de 122 países analisados, Cuba ocupava, em 1958, o 22º. lugar em matéria sanitária, com 128,6 médicos e dentistas por 100.000 habitantes, à frente de países como França, Reino Unido e Bélgica. Sua taxa de mortalidade já era uma das mais reduzidas do mundo (5,8 anuais por 1.000 habitantes; Estados Unidos 9,5) e o nível de alfabetização da ilha era de 80%, semelhante ao do Chile e da Costa Rica e superior ao de Portugal na mesma época. Ou seja, resulta equivocado pensar que Cuba fosse uma ilha habitada por miseráveis antes da revolução.

    Um estudo recente sobre a situação do abastecimento alimentar em Cuba revelou dados assustadores: “Ao menos 13% da população é clinicamente subnutrida, na medida em que o estado do racionamento alimentar provê, agora, apenas entre uma semana e dez dias das necessidades alimentares básicas” (Antonio E. Morales-Pita, “Possible Scenarios in the Cuban Transition to a Market Economy”, Proceedings da Association for the Study of the Cuban Economy: Cuba in Transition 2007, p. 330).

    A sabedoria popular nos alerta que nem tudo que reluz é ouro.

  16. Fedegoso

    Senhor Celso, prolixo por prolixo… Gororoba por gororoba…para não dizer das abobrinhas, afirmo que

    A China nunca deixou de ser expansionista. Sofreu os últimos 100 anos com a Europa. Quando Mao Tse-Tung ao escrever o Livro Vermelho buscou a revolução armada como meio de lutar contra o capitalismo, centralizou o poder e fechou a China durante 20 anos. Ao mesmo tempo distribuía educação para o seu povo. Também matou. Prendeu. E governou com mãos de ferro. Com o passar a China permitiu que entrasse lá o capital externo, desde que as fábricas estivessem voltadas para a exportação, ou seja, venderiam quinquilharias para o resto do mundo, não ao povo chinês. E a China hoje é a segunda potência do mundo, com promessas em breve ultrapassar a hegemonia dos EUA. Enquanto isso, aqui, década de 60, Jango foi deposto, logo de após viagem à China. Jânio Quadros disse de “forças ocultas” para justificar a renúncia. Antes, Getúlio praticou o suicídio, por conta da ingerência externa – falava das mesmas forças. As mesmas forças também apoiaram o Golpe Militar, não só aqui, mas em toda a América Latina. Sem grandes explicações morreram Juscelino, Jango, Carlos Lacerda.
    Entretanto, o império do dinheiro continua dando as cartas, priorizando os seus gerentes que, ser presidente, até antes, era ser gerente de interesses internacionais. Atualmente, é rotina noticias de pessoas consideradas probas, as mais improváveis são algemadas por praticarem “desvios”, o que popularmente chamamos de “roubo” contra o patrimônio público, dentro dos governos. As pessoas que presas são consideradas acima de qualquer suspeita, quando se vai ver mais de perto, constata-se o contrário – são ladrões. Que estamos a fazer para resolver a questão? Ora, criamos mais presídios em detrimento das escolas. Criamos a escola particular, separamos os pobres dos ricos. Os hospitais públicos caem aos pedaços. Faltam recursos para a saúde. Os investimentos em infra-estrutura não são suficientes, as estradas são construídas deficientemente apesar de projetos bem feitos. Mais roubos, mais ladrões. A nossa elite governante enxovalhada, ocupando o noticiário sob acusações as piores possíveis. Os nossos pobres lotam as cadeias. A nossa escola pública faz dó. Quem precisar de hospital já sabe, ou leva muito dinheiro no bolso ou fica nos corredores. A nossa polícia não perdoa, primeiro atira, depois pergunta. Nossa juventude pobre está morrendo. Nos EUA não é diferente, na ânsia de dar satisfação à sociedade tem primeiro atirado. Na Inglaterra parece que não é diferente. Se for estrangeiro…pior ainda. Nos mais diferentes lugares do mundo o pobre é massacrado por falta de política pública.
    O que ocorre? O que está acontecendo? Os nossos políticos buscam a solução, apresentam projetos para calar a imprensa, jornalistas morrem atirados por pessoas que quase sempre continuam não identificadas. Quando muito prendem o atirador, mas o mandante continua impune. Principalmente nos casos de políticos envolvidos. E propõem leis que retire poder do Ministério Público. O Supremo Tribunal Federal está coagido pelos políticos. Razão de quem? Os nossos políticos querem leis para controlar a internet. Os nossos políticos querem leis para impedir que os jornais dêem notícias. Os jornalistas quando não apanham nas ruas, morrem nas portas das redações. O judiciário virou sala de estar de políticos diante do que definem como difamação, injúria, calúnia (não querem o direito de resposta dado pelos jornais, sabem que não vão convencer ninguém). E usam o judiciário como ameaça.
    E a economia? Ora, o patrimônio das cidades está concentrado em nome de 20% da sociedade. São donos das cidades são 20% da população. Uma minoria. Na Venezuela dizem que era 2%. Ou seja, aqui, 80% do patrimônio estão concentrados em mãos de 20% dos “cidadãos”. E 80% da população têm que ser vigiada para não roubar o patrimônio de 20% da população que, literalmente, é dona da cidade. As nossas cidades estão tomadas por câmeras, sendo filmadas 24 horas por dia. O contingente policial tem aumentado todo dia, sempre com pessoas da periferia que, o pobre continua com o dever de fazer o serviço sujo a mando da elite.. E criamos o condomínio fechado. Cercamos nossas casas de muros altos, pusemos cerca elétrica, contratamos vigilância particular e nos confinamos. Somos reféns do medo. Nossos filhos não podem sair às ruas. Nossos carros são blindados contra tiros, assaltos. Os políticos só saem cercados de seguranças fortemente armados, nas cidades circulam em helicópteros. Estamos presos em nossas casas, tudo por dinheiro.
    A necessidade de mais e mais dinheiro nos faz reféns de um sistema, perdemos a nossa liberdade.
    E como mudar isso? É aí que está o pulo do gato. O sistema capitalista se esgotou. Ele não se sustenta mais. O sistema capitalista tem se resumido em tornar mais rico o que sempre foi rico, e manter o pobre na mais completa miséria. Vinte por cento da sociedade vive do bom e do melhor. O contingente de ricos é menor, mas é dono de quase tudo, a razão. Temos como conseqüência o governo dos ricos sobre os pobres. O dinheiro, a preservação e aumento do patrimônio é a única coisa que interessa à nossa elite. Pobre não tem patrimônio. A polícia só age contra pobres. A nossa polícia defende patrimônio. Ela é contratada aos interesses dos ricos. E os presídios lotados. Até quando?
    O sistema se esgotou, ele faliu. Ou se acaba com a concentração de rendas ou o caos poderá dar o novo rumo das coisas. Desconfiamos de tudo e de todos. Vigiamos todos durante 24 horas por dia. Estamos loucos. Só dinheiro é valor. Perdemos senso de moral, de ética, perdemos nossos princípios, é tudo por dinheiro. É irreversível a socialização das nossas comunidades. A internet está acelerando esse processo com a divulgação das notícias, boas e ruins, mais as ruins do que boas, doa a quem doer. O papel do jornalista sério, digo sério, é vital para o desenvolvimento de uma sociedade sadia, mesmo correndo o risco de sofrer humilhações, perseguições quando não morre atirado em praça pública, nas portas das redações. Conseqüências. 70% das dívidas de campanha não foram pagas, 42 milhões – dizem os jornalistas, confirmam os tribunais. A maioria dela pelos candidatos derrotados. Por que os derrotados não pagaram as contas? Simples. A lei 8.666/93 regula os gastos dos cofres públicos, sendo ela a maior causa de processos por improbidade administrativa. Derrotado não tem de onde tirar. Esta conta vai ser paga pelos fundos partidários, ou seja, pelo povo. Vai ser paga pelo superfaturamento, ou seja, pela proliferação escola pública de má qualidade, pelo enchimento dos corredores dos hospitais, pela conta que não bate da reforma das estradas esburacadas, na construção de mais presídios. O sistema faliu. O controle político sobre a imprensa venceu. O controle político sobre o judiciário caminha a passos rápidos quando temem o julgamento de mais de 160 deputados, de mais de 31 senadores. Temos que enfraquecer o poder do dinheiro nos resultados eleitorais. O ciclo vicioso se esgotou.

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