Mubarak ficará preso, apesar de liberdade concedida por tribunal egípcio

Renata Giraldi
Agência Brasil

Brasília – Apesar de a Corte de Apelações do Egito ter autorizado a libertação do ex-presidente Hosni Mubarak, de 84 anos, processado por acusação de crimes de assassinato durante as manifestações que  levaram à sua saída do poder, em 2011, o antigo dirigente será mantido preso. É que Mubarak responde também por mais crimes, como desvios de recursos e corrupção.

A ordem de libertação da Justiça egípcia se refere apenas ao processo de morte dos manifestantes. A defesa de Mubarak  pediu sua libertação alegando que a legislação do país determina que após dois anos de cumprimento de prisão preventiva, o acusado deve ser liberado.

Em junho de 2012, Mubarak foi condenado à prisão perpétua por responsabilidade nas mortes de manifestantes. O balanço oficial é que cerca de 850 pessoas morreram na ocasião. Mas o tribunal anulou a decisão por considerar que houve irregularidades.

No último dia 13, o julgamento de Mubarak foi suspenso porque o juiz Mustafa Hassan Abdullah renunciou ao caso. Mubarak compareceu ao tribunal apresentando bom estado de saúde. A televisão mostrou o ex-presidente, de 84 anos, levado em uma maca e fazendo saudações às pessoas, em sua primeira aparição pública desde junho, quando foi condenado à prisão perpétua.

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