Tumulto e confusão marcam passagem de Feliciano por Salvador

O deputado Marco Feliciano (PSC-SP) precisou de escolta com o paletó ao sair de templo pela porta dos fundos (Foto: Reprodução/O Globo)
Assim como as sessões da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, a passagem do deputado Marco Feliciano (PSC) pela capital baiana, na noite de quinta-feira, foi bastante tumultuada a ponto de o pastor ter que sair escoltado e com o rosto escondido durante manifestação de grupos de minorias.

Ele esteve na sede da Igreja Batista Avivamento Profético, no bairro da Ribeira para participar de um culto que integrou o 20° Congresso do Poder Impacto Espírito Santo. Enfrentou manifestações contra e a favor no lado de fora do templo. Mas, a imagem marcante foi de Feliciano tentando esconder a cabeça com seu paletó para não ser reconhecido, com o objetivo de escapar do assédio de manifestantes ligados a grupos homossexuais e da imprensa, que o aguardavam no local.

Ele foi protegido por uma figura folclórica da política baiana, o deputado estadual evangélico pastor Isidório de Santana (PSB) que ficou conhecido nacionalmente por ter feito um longo discurso, no plenário da Assembleia Legislativa, criticando o exame de toque retal (preventivo ao câncer de próstata) ao qual havia se submetido pouco antes do início da sessão na Casa.

Dizendo-se um “ex-gay”, Isidório fez discurso homofóbico durante o culto de ontem. Chamou os manifestantes contrários a Feliciano de “Zé Povinho”, e disse que não seriam abençoados por Deus por aceitarem o “sexo sujo”, como qualificou a relação homossexual. Também reclamou de suposta perseguição religiosa que estariam promovendo contra Feliciano. Por sua vez, o presidente da Comissão de Direitos Humanos disse no culto que “não sabe bater”, mas aguenta apanhar.(Biaggio Talento/A Tarde)

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4 Comentários

  1. Valéria Pestana

    Veja em que situação estão colocando o Deputado…o único erro dele foi dizer a verdade.

    O Brasil se contaminou com vírus espúrio do comunismo e socialismo que nunca deu certo em nenhum lugar do planeta.

    Onde essa ideologia inventada por um malandro e preguiçoso chamado Marx foi implantada, só aconteceram mortes, prisões, corrupções, falta de liberdade, perseguições e traumas profundos.

    Os defensores dessa ideologia fedegosa deveriam ir morar em cuba.

  2. alan kevedo

    Esses senhores, Isidorio e Marco Feliciano, apesar de rudes e semianalfabetos tem direito aa opiniao, na democracia deve ser assim mesmo. O que nos causa estranheza eh o fato de as nossas Biblias serem diversificadas entre si, diferentes do verdadeiro cristianismo, diferentes das Biblias em hebraico e em grego e ninguem, ate hoje, ter indagado se isso caracteriza, ou nao, o crime de falsidade ideologica.

  3. Helena Schlimm

    Liberdade de expressão gente. Cada um pensa oque quer, cada um faz oque quer. Ninguém é obrigado gostar de gay. Cada um tem o direito de expressar sua opinião. Gente nós não estamos na época da ditadura. Eu sou evangélica e tem muitas pessoas que não gostam de evangélicos, nem por isso eu vou querer agredi-las pois elas tem suas opiniões e eu tenho as minhas, então dane-se.

  4. Veronica

    A Questão não é “gostar” ou não, de gays! A questão é não reconhecer o direito que é reivindicado pelo movimento, e por um acaso é em nome da tal democracia! Não é gostar é respeitar!!! No momento de reivindicação pelos direitos necessários, uma figura diz que Deus castiga e em alguns casos até assassina suas criaturas, como Deus fez com John Lenon, que além de não acreditar Deus “Feliciânico” ainda era gay. Quanta aberração!!! Deus é mais!!!! Demacracia, Respeito!!! Por acaso gays dizem-se intolerantes com a relação hetero? Pensa, povo!!! Aff

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