Polícia de Santa Catarina investiga ligação entre casos de incêndio e onda de violência

Thais Leitão
Agência Brasil

Brasília – Depois de uma noite sem registrar ocorrências associadas à onda de violência ou classificadas como vandalismo, a polícia de Santa Catarina investiga se quatro casos de incêndio, na madrugada de hoje (28), têm ligação com a série de ataques no estado, que começou em 30 de janeiro. Ao todo, foram contabilizadas 113 ocorrências em 37 cidades.

De acordo com boletim da Polícia Militar do estado, houve princípio de incêndio em um ônibus estacionado em frente à casa do proprietário, no bairro Jardim Iririu, em Joinville, por volta da meia-noite de hoje. O fogo foi causado por uma garrafa com combustível e causou danos em um dos pneus traseiros e na lateral do veículo. Testemunhas contaram à polícia terem visto três jovens jogando uma garrafa com fogo contra o ônibus e fugindo em seguida.

Os outros três episódios foram de incêndio em carros. Em Brusque, o fogo atingiu um veículo estacionado ao lado de uma oficina. Segundo testemunhas, dois homens jogaram combustível no veículo com uma garrafa PET e em seguida atearam fogo. O proprietário da oficina e responsável pelo automóvel incendiado conseguiu apagar as chamas. Houve danos parciais na parte traseira do automóvel.

Em Blumenau, um carro parado em uma revenda de automóveis foi incendiado às 5h. No local, a polícia encontrou uma garrafa PET, possivelmente utilizada para provocar as chamas.

Já em Florianópolis, um automóvel estacionado em via pública foi totalmente consumido pelo fogo que, segundo a polícia, começou por volta das 5h30. Testemunhas disseram que o carro estava abandonado há três dias. A PM informou que, nesse caso, não foram identificados indícios de incêndio criminoso, já que nenhum recipiente com combustível ou artefato que pudesse ter sido usado para provocar as chamas de forma intencional foi encontrado no local.

Ontem (27), o Ministério Público de Santa Catarina informou que 88 suspeitos de envolvimento nos ataques foram denunciados à Justiça. Segundo o promotor de Justiça Onofre Agostini, coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal, o número pode subir nos próximos dias, conforme avancem as investigações.

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