Polícia retoma negociações com presos em presídio do goleiro Bruno

Foram retomadas por volta de 9h as negociações com presos do Pavilhão 1 do Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte. A rebelião já passa de 24 horas. Uma verdadeira operação de guerra começou a se desenhar no entorno do presídio por volta das 6h. Policiais do Batalhão de Operações Especiais aumentaram a área de isolamento. Um caminhão da Cavalaria e várias viaturas começam a chegar ao local. Dentro do presído, ocorreram dois sinais de fumaça, mas a polícia não soube explicar a manifestação. O chefe do Comando de Policiamento Especializado (CPE), coronel Antônio Pereira Carvalho, está a frente das negociações e confirmou o reinício dos trabalhos.

No pavilhão 1 estão presos condenados por por crimes como tráfico de drogas, furto e roubo. Este fica ao lado de onde está detido o goleiro Bruno Fernandes, pavilhão 4. Bruno é réu no processo de desaparecimento e morte de Eliza Samudio, ex-amante do atleta. Além de Bruno, está detido pavilhão 7 o amigo dele Luiz Henrique Romão, o Macarrão.

Os presos estão propensos a aceitar uma proposta feita no fim da noite de ontem (por volta de 22h) de serem ouvidos pelo corregedor da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds). A intenção é que, mediante liberação dos dois reféns, os rebelados prestem depoimento em cartório para expor todas as revindicações sobre restrições de visitação e reclamações contra a diretoria da penitenciária.

Segundo o coronel, a sequência de fatos seria: fechamento do acordo, liberação da professora e do agente, retirada dos presos do pavilhão, transporte até a área administrativa e oitiva de um por um. De acordo com o militar, os amotinados só não aceitaram essa proposta ontem por causa do avançar das horas e entenderam que não seira seguro para eles o fim do motim naquele horário. A Seds em duas linhas hoje: rendição dos presos e libertação dos reféns, sendo os rebelados vencidos pelo cansaço ou a invasão do pavilhão à base da força militar.

Sobre a informação de que o número de reféns teria subido para sete, o coronel informou desconhecer a situação e que a polícia continua a considerar apenas duas pessoas. O coronel Carvalho destacou, também, que apesar da suspeita, não é possível afirmar que a queima de um ônibus e três carros em Belo Horizonte tenha relação com a rebelião na Nelson Hungria. As primeiras informações indicavam que teria ocorrido um assalto. (Estado de Minas)

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