Governo da China admite que país pode ter “vilas do câncer”

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Ministério do Meio Ambiente da China reconheceu, pela primeira vez, que elevados níveis de poluição podem estar relacionados à incidência de casos de câncer em algumas localidades do país. Há quatro anos, foi publicado na imprensa local um mapa que identificava essas regiões, chamadas “vilas do câncer”.

O reconhecimento está em um relatório do ministério, que é divulgado no momento em que as autoridades chinesas discutem os problemas causados pela poluição e pelo lixo industrial.

Alguns veículos de comunicação da China divulgaram relatos e dados que mostram que, nas últimas décadas, aumentou a incidência de câncer em vilarejos perto de fábricas e rios poluídos.

No relatório, o Ministério do Meio Ambiente também menciona que as indústrias chinesas podem estar usando substâncias químicas proibidas em países desenvolvidos, por serem consideradas nocivas à saúde humana.

De acordo com dados não oficiais, a poluição aumentou com a rápida industrialização do país durante as últimas três décadas. Algumas cidades chinesas estão entre as mais poluídas do planeta. Mas a poluição não se limita às cidades, conforme o mapa da poluição.

Na relação de substâncias nocivas está o nonifenol, um composto orgânico sintético proibido na indústria têxtil da Europa, mas utilizado na China, que adota o produto também na fabricação de detergentes.

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