Até Nelson Pelegrino quer ser candidato à sucessão de Wagner

Surpreso com a informação de que comunicou a amigos próximos a pretensão em ser candidato a governador em 2014, o deputado Nelson Pelegrino (PT) admitiu a hipótese nessa segunda-feira (18), em conversa com a Tribuna, mas como uma forma de aglutinar forças para a continuidade do projeto liderado pelo governador Jaques Wagner. “Temos que trabalhar para unir o partido, para que o partido tenha um nome forte. Se o meu nome for escolhido, eu não vejo problema”, desconversou o petista.

Para ele, é preciso definir os rumos que o PT pretende assumir nos próximos meses na Bahia. Derrotado nas urnas em Salvador, Pelegrino cita os 47% dos votos na capital baiana e o histórico como um dos parlamentares mais votados da sigla para justificar as lembranças de correligionários e até mesmo da imprensa. “Meu nome foi lembrado para a sucessão do PT na Bahia também”, comenta o parlamentar.

Em meio a uma profusão de nomes dentro da base de apoio a Wagner, Pelegrino é menos enfático sobre a manutenção da liderança do projeto com o Partido dos Trabalhadores. “Nós somos o maior partido da Bahia, com 92 prefeitos, as maiores bancadas de deputados federais e estaduais e um senador, e temos legitimidade para continuar liderando o processo. Agora não é uma questão fechada. Quem quer apoio tem que aceitar dar apoio”, completa.

O discurso é muito semelhante ao adotado por ele durante a pré-campanha eleitoral de 2012, quando o PCdoB retirou a candidatura de Alice Portugal para indicar Olívia Santana na chapa para a capital baiana.

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