Foliões fazem varanda de camarote para ‘ver a banda passar’

Paloma Oliveira
Do site da Setur

Salvador –  O bacharel em direito, Danilo Tavares, de 25 anos, curte o Carnaval, desde criança, sem precisar sair de casa, já que mora em frente ao circuito do Campo Grande. Ele aproveitou a sorte e criou o ‘Camarote do Danilo’, onde há cinco anos convida amigos e parentes para ver de perto os astros e estrelas que desfilam no circuito. “Fui pegando o gosto. O camarote não tem fins lucrativos. É para reunir os amigos e a família”, revela.

Apesar de ser um camarote não oficial, a casa de Danilo conta com estrutura de segurança e equipe de limpeza. Tudo muito bem organizado, inclusive, com esquema de pulseiras de acesso.

Segurança, conforto e comodidade também foram itens que levaram a dona de casa, Ilsoanete Oliveira, a alugar um quarto em um hotel na região do Campo Grande para aproveitar a folia momesca em companhia da família. Ela afirma que sua vaga já esta reservada para o ano que vem.

Também apaixonados pelos festejos carnavalescos, o casal Dália Leal Ribeiro, socióloga aposentada, e Paulo Sérgio Ribeiro, contou que, em 1999, conseguiu realizar o sonho de comprar um apartamento no circuito Osmar. O local fica fechado o ano todo, exceto nos sete dias de folia, quando recebem até 30 amigos.

Eles contam que criaram tradição no circuito fazendo confetes com picotes de revistas e escrevendo cartazes para os artistas, quando isso ainda não era algo comum. Agora eles inovam, mais uma vez, ao escrever seus recados em um quadro branco, mais ecologicamente correto do que utilizar papéis.

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