Registrada primeira morte no Carnaval de Salvador

Salvador – Apesar da redução de 15,8% do número de atendimentos nas unidades municipais de saúde montadas nos circuitos do Carnaval em relação ao ano passado, o segundo dia oficial de folia registrou um aumento das ocorrências consideradas graves. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) registrou sete ocorrências por arma de fogo, todas no circuito do Campo Grande, com uma vítima fatal. Uma pessoa de 25 anos foi assassinada, e o responsável pelo crime está preso, de acordo com informações da Secretaria Estadual de Segurança Pública.

Em coletiva realizada na Sala de Imprensa da Prefeitura, na manhã de hoje (09), no Icba, Corredor da Vitória, o secretário de Desenvolvimento, Turismo e Cultura chegou a informar que a morte teria sido provocada por bala perdida. Logo depois, essa informação foi corrigida. Além dessa vítima, outra pessoa, de 30 anos, está internada no Hospital Geral do Estado (HGE) também por ter sido alvejada por arma de fogo.

O secretário municipal de Saúde, José Antonio Rodrigues, que participou da coletiva ao lado de Bellintani e da titular da pasta da Ordem Pública, Rosemma Maluf, informou que aconteceram duas agressões provocadas por espetinho, uma delas envolvendo um menor, mas nenhuma de maior gravidade. “As ocorrências envolvendo espetinhos caíram bastante em relação ao primeiro dia oficial de folia”, disse o Rodrigues.

Segundo o secretário, os Módulos de Assistência à Saúde instalados pela Prefeitura nos circuitos do carnaval realizaram 1309 atendimentos entre 18h de quinta-feira até as 6h de hoje. No mesmo período do ano passado, foram realizados 1555 atendimentos, o que representa um decréscimo de 15,8%. A principal causa de atendimento continua sendo as agressões físicas (312), sendo os postos Piedade (68), Sabino Silva (45), Ademar de Barros (44) e Shopping Barra (43) os que apresentaram o maior número de atendimentos por esse tipo.

Apesar dos casos mais graves no Campo Grande, onde aconteceram as agressões por armas de fogo, o circuito Dodô (Barra-Ondina) registrou 64% de todas as ocorrências. “Nesse circuito, as ocorrências mais graves aconteceram a partir da 1h de hoje e pararam depois que um determinado bloco terminou seu desfile”, disse José Antônio Rodrigues. O bloco ao qual o secretário se referiu foi o “A Bronkka”.

Notícias Relacionadas