‘Comércio de beijos’ dos Filhos de Ghandy faz sucesso no Carnaval da Bahia

O famoso tapete branco traz o grito de Ajayô para o circuito Osmar nesta  terça (Foto: Elói Corrêa/Secom)
O famoso tapete branco traz o grito de Ajayô para o circuito Osmar nesta terça (Foto: Elói Corrêa/Secom)
FERNANDA DEIRÓ
Da Setur

Salvador – Um colar por um beijo. Esse é o comércio mais famoso do Carnaval da Bahia. A tradição perpetuada pelo bloco dos Filhos de Ghandy garante o clima de paquera no Carnaval e é atrativo para turistas, que fazem questão de voltar para casa com o peso de muitas guias no pescoço. O famoso tapete branco, que desfila no domingo (10) e na segunda (11) no Circuito Dodô traz o grito de Ajayô para o circuito Osmar na terça (12).

“Cada colar é uma lembrança, mas às vezes a memória falha com os nomes”, brinca a carioca Cátia Borges, já com quatro guias no pescoço. A foliã, que trocou o Carnaval do Rio de Janeiro pelos circuitos de Salvador há cinco anos, se diz apaixonada pelos homens e que se trajam de branco e azul. “Volto todo ano no Carnaval para conseguir mais colares, estou fazendo uma coleção”, explica.

E o comércio de beijos e carícias tem preços tabelados para muitos Ghandys. “Cada colar pequeno custa um beijo. Os grandes, que tem contas maiores, valem uma ficada mais longa. Agora, o maior colar de todos é para aquele romance que dura até depois do Carnaval, pode até dar em casamento”, explica o Ghandy Roberto Barbosa. “Eu dou preferência às turistas brasileiras, hoje já entreguei 18 colares, até o fim do carnaval sai uma média de 80 a 100”, esclarece Barbosa.

E quem pensa que a história do casamento é só conversa de Ghandy romântico, está muito enganado. O casal João Paulo Guimarães e Nathália Cavalcante são a prova de que amor de Ghandy pode ser para vida toda. João Paulo, cearense, encontrou a mineira Nathália no Carnaval da Bahia do ano passado, quando entregou para ela um colar com contas grandes, bem elaborado. Um ano depois, o casal volta à Bahia para comemorar com o Ghandy o casamento, realizado ainda em 2012. “O Carnaval da Bahia é a nossa história, agora viremos todos os anos para comemorar nosso amor”, garante Nathália.

Para Sabrina Souto, mineira, esse primeiro dia de Filhos de Gandhy está sendo promissor. “Até terminar o Carnaval quero uns cinquenta colares, assim tá lindo!”, diz a foliã, cheia de entusiasmo. Na segunda, o afoxé sai da concentração na Barra, às 15h. Já na terça, os famosos agogôs dos Ghandys começam a tocar no Circuito Batinha e seguem para o Circuito Osmar, a partir das 15h.

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