Bandas de pagode animam foliões no Circuito Osmar

Com letras irreverentes que valorizam a sensualidade e a cultura negra, o pagode, ritmo consagrado entre baianos, já caiu no gosto dos turistas. Nesse domingo (10), bandas de pagode que desfilaram no Circuito Osmar fizeram foliões de todas as partes do Brasil se renderem ao compasso que é consagrado no Carnaval da Bahia.

“Adoro pagode, é um ritmo muito baiano, muito característico”, diz a paranaense Marta Ruiz. “A sensualidade dos cantores e do povo dançando é o que esquenta o carnaval”, completa. E se os adultos admiram, as crianças adoram. As duas filhas de Ruiz, de 7 e 9 anos, aprendem os primeiros passos nesse carnaval. “O pagode é muito animado, quando voltar pra casa vou ensinar minhas amigas a dançar”, afirma a pequena Marcela Ruiz.

No bloco Traz a Massa, o cantor do Parangolé, Leo Santana, comoveu a passarela do Campo Grande com os versos do hit Negro Lindo. A letra da música que diz: “Quando me vê abre os braços, me dê um sorriso… Sou eu negro lindo!”, fez todos os foliões abrirem os braços e cantarem a plenos pulmões, independente da cor da pele.

O paulista Mário Castro, que já comparece o carnaval da Bahia há seis anos, diz que aprendeu pagode com uma baiana com quem namorava. “No início a gente fica desajeitado, depois pega o ritmo. É bom para paquerar, esquenta o corpo e as mulheres adoram provocar dançando”, garante. (Fernanda Deiró/Setur)

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