Ministra da Educação da Alemanha renuncia após acusação de plágio

Renata Giraldi
Agência Brasil

Brasília – A ministra da Educação da Alemanha, Annette Schavan, de 57 anos, renunciou hoje (9) ao cargo, depois de ter perdido o título de doutor pela Universidade Heinrich Heine, de Dusseldorf, sob a acusação de ter plagiado (copiado) sua tese final. No dia 5, a universidade anunciou o cancelamento do título após uma investigação interna.

Schavan, que faz parte do governo da chanceler Angela Merkel, disse que contestará a decisão da universidade. Em 2011, o então ministro da Defesa, Karl-Theodor zu Guttenberg, também renunciou após acusações de plágio em sua tese de doutorado.

A universidade descobriu que Schavan copiou partes de sua tese “sistematicamente e intencionalmente”. O Conselho Acadêmico declarou inválido o título obtido pela ministra há três anos. Shavan é a quarta autoridade do país a perder o título de doutora por plágio – além do ex-ministro, mais dois deputados passaram pela mesma situação anteriormente.

O escândalo sobre a tese de doutorado da ministra veio à tona quando um jornal alemão, o Der Spiegel, divulgou um relatório técnico informando que a tese apresentada em 1980 com o título Pessoa e Consciência continha “características próprias de plágio”.

As suspeitas sobre a ministra ocorrem logo depois da demissão do ex-ministro da Defesa, em março de 2011, que reconheceu ter “cometido erros” na sua tese universitária. A Universidade de Bayreuth (na Baviera) retirou o título do ex-ministro e gerou discussões nos âmbitos acadêmico e político.

Em seguida ao caso de Guttenberg, a Universidade de Heidelberg (no Sul da Alemanha) retirou o título de doutora da deputada Silvana Koch-Mehrin (Partido Liberal, o FDP), que ocupava na ocasião a vice-presidência do Parlamento Europeu. Ela também foi acusada de plagiar sua tese de doutorado. Antes dela, o deputado Jorgo Chazimar-Kakis, do mesmo partido, também perdeu o título após reconhecer o plágio.

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