Bloco da Saudade reúne público da terceira idade e homenageia a Tropicália

Eliana Miranda/Setur

Com famílias inteiras participando do desfile, o Bloco da Saudade encerra a festa neste sábado no Centro Histórico de Salvador (Foto: Rita Barreto – Setur)
Com famílias inteiras participando do desfile, o Bloco da Saudade encerra a festa neste sábado no Centro Histórico de Salvador (Foto: Rita Barreto – Setur)

Salvador – O Bloco da Saudade entrou na passarela do Campo Grande, no circuito Osmar, neste sábado de Carnaval (9), puxado pela Banda da Saudade. Ao som de instrumentos de sopro e percussão, dois mil foliões desfilam com marchinhas carnavalescas, resgatando o espírito das folias de outrora. Formado principalmente por grupos da terceira idade, o bloco é uma das atrações mais esperadas deste sábado.

Segundo a vice-presidente da agremiação, Tanise Cabral, o tema deste ano é a Tropicália, que revive, com saudosismo o movimento musical dos anos 60. No entanto, “a idade mais avançada não significa empecilho nenhum para viver a folia e a agitação do Carnaval”, afirma.

Entre o mar de abadás, o Bloco da Saudade trouxe alguns foliões que representaram a figura do faraó do Egito, mostrando que o Carnaval da terceira idade é sinônimo também de fantasia, diversidade, animação, muitas coreografias, “caras e bocas” e muitos flagras de beijação.

Rosangela Jambeiro, 57 anos, faz parte do Bloco da Saudade há mais de dez anos. “Esse momento significa nada mais nada menos que a vida. Aqui tudo é integração. Muita vida!”, explicou.

Com famílias inteiras participando do desfile, o Bloco da Saudade encerra a festa neste sábado no Centro Histórico de Salvador, mas a agremiação volta ao Campo Grande na segunda-feira, às 11h30.

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