Ordem para ataques em Santa Catarina pode ter saído de presídio

Camila Maciel
Enviada especial

Florianópolis (SC) – Criminoso preso em flagrante em um dos ataques de Santa Catarina disse em depoimento à Polícia Civil que a ordem para a ação foi dada por uma pessoa que está detida em um presídio do estado. A informação, repassada à Agência Brasil por fontes do órgão, reforça uma das linhas de investigação adotada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), que considera que os ataques podem ser uma retaliação ao endurecimento de ações dentro do sistema prisional, como corte de regalias.

Um CD, deixado no local de um atentado em Florianópolis no dia 31 de janeiro, que contém uma gravação com a suposta voz de um detento, também está sendo investigada pela polícia como indício do envolvimento de presos no caso. De acordo com a Polícia Militar (PM), o áudio traz ameaças de que, caso não mude o tratamento dado aos presidiários, a onda de ataques irá piorar. A gravação faz referência a um suposto acordo entre criminosos e governo que teria sido quebrado, informou a PM.

A onda de ataques teve início dias após uma operação pente-fino na Penitenciária Regional de Joinville no dia 18 de janeiro. Imagens do circuito interno do presídio, divulgadas pela imprensa no último dia 2, mostram que os agentes utilizam balas de borracha e gás de pimenta contra os detentos, mesmo com eles em situação de controle.

Amanhã (6), o delegado Fábio Estuqui, titular da unidade do bairro Itinga, em Joinville, irá ouvir o depoimento de agentes penitenciários que participaram da operação. O diretor interino do presídio na ocasião, Jacson Jony Soupinski, também será ouvido.

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