Bahia completa três meses sem pagar salários e Souza diz que não é a 1ª vez

Souza: ”Nosso elenco tem que melhorar. Estou no Bahia há dois anos e são dois anos brigando para não cair. Se não contratar, vai brigar mais um ano para não cair.”
REDAÇÃO DO JORNAL DA MÍDIA

Salvador – O Bahia completa hoje três meses de salários atrasados e ainda deve parte de gratificações pelo título de 2012 do Campeonato Baiano. O clube não pagou os meses de dezembro, 13º salário e janeiro aos seus jogadores. Não se trata, na verdade, de nenhuma novidade, como admitiu o atacante Souza, em entrevista à imprensa, para explicar sobre o fracasso do time na Copa do Nordeste, com chances reais de ficar de fora das semifinais – o tricolor é o terceiro colocado, abaixo do Ceará e ABC e só com uma combinação de resultados pode se classificar.

Souza não atribuiu a falta de pagamento à má campanha do Bahia no Nordestão.

”Estamos sem receber há dois meses, mas não é a primeira vez que isso acontece, então não por é por isso que o time está perdendo. No ano passado já passamos por isso. O problema é que as coisas não estão acontecendo. Vamos jogar para vencer o Itabaiana e torcer pelo resultado na outra partida, para que a gente consiga avançar”.

“Não Sou Veado” – Após o jogo contra o ABC, no último domingo, em Pituaçu, quando o Bahia perdeu por 3 a 0, o jogador reagiu às vaias da torcida com uma declaração polêmica:

“Eu quero dizer aos torcedores que eu não sou veado. Quem me conhece sabe que eu não sou veado. Torcedor que é torcedor mesmo sabe que eu me entrego ao máximo, então não é meia dúzia que vai abalar o carinho do torcedor por mim”, sustentou.

Sobre as denúncias de que os jogadores do Bahia fazem muita farra nos bares e em festas populares em Salvador, o atacante disse:

”Na minha folga, eu faço o que eu acho que me agrada. Hoje por exemplo tem a Melhor Segunda-feira do Mundo (tradicional festa com a banda Harmonia do Samba). Eu tenho vontade de ir, vou fazer o que lá? Se tivéssemos ganhado, eu iria. Todo mundo sabe que tem hora para tudo. Na folga cada um faz as coisas do jeito que achar melhor. O jogador pode tomar nossa cerveja em casa, ou pode sair se quiser. É normal, todo mundo faz. A gente sabe que trabalha com nosso corpo, mas uma vez ou outra não faz mal a ninguém”.

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