Livro de cubano desmitifica Fidel, ‘o tirano mais amado do mundo’

Em "Fidel: O Tirano Mais Amado do Mundo", Fontova mira também em quem não se cansa de elogiar Castro, como jornais, artistas e políticos
Em “Fidel: O Tirano Mais Amado do Mundo”, Fontova mira também em quem não se cansa de elogiar Castro, como jornais, artistas e políticos
“Na escuridão, antes do amanhecer de 13 de julho de 1994, 74 cubanos desesperados – jovens e velhos, homens e mulheres – embarcaram escondidos em um decrépito mas confiável rebocador no porto de Havana e partiram para os Estados Unidos – e para a liberdade.”

Dessas 74 pessoas em busca de uma nova vida, somente 31 sobreviveram para contar a verdadeira história daquele dia. Antes que pudessem avistar a salvação, o barco foi interceptado e afundado pela polícia de Fidel Castro. E para os 43 cubanos que se perderam no mar, não houve uma matéria comovente no New York Times nem mesmo um memorial em Havana. Para esses 43 cubanos só restou o título de covardes.

Publicado pela editora LeYa, “Fidel: O Tirano Mais Amado do Mundo”, do cientista político cubano-americano Humberto Fontova, narra a verdadeira história da Revolução Cubana e de seu líder, Fidel Castro, através de depoimentos e relatos de pessoas que sobreviveram à revolução. Um manifesto que explica como e por que os Estados Unidos criaram o mito Fidel Castro, que até hoje é símbolo da luta pela igualdade e da defesa dos direitos humanos.

Por que se aplaude os atos de um homem que matou mais que os grandes ditadores da história recente da América Latina? “Pergunte para Maria Garcia o quanto Fidel mudou sua vida naquele 13 de julho, quando ela viu seu filho de 10 anos ser engolido pelo mar. Ou então Bonnie Anderson, que teve que olhar nos olhos de Fidel e encarar seu sorriso malicioso ao perguntar sobre a sua família – que ele destruiu ao enviar seu pai para o fuzilamento. E seu antigo colega de escola Ramon Mestre que por um crime hediondo – cobrar uma divida de Fidel durante o ensino médio – foi condenado a passar 20 anos como preso político”, sugere Humberto Fontova.

Fidel Fernandes Castro ficou conhecido em todo o mundo após expulsar o ditador Fulgêncio Batista de Cuba. Apoiado pelos Estados Unidos, Fidel derrubou o governo com o propósito de implantar o socialismo e a igualdade em Cuba, livrando a pequena ilha da destruição ambiciosa de Batista. Poucos cubanos sabiam, porém, que ele se tornaria um ditador ainda mais cruel que Batista.

O livro desfaz mitos frequentemente repetidos sobre Cuba, como a ideia de que o comunismo provocou “inegáveis avanços na saúde e na educação” e de que os problemas econômicos da ilha são resultado do bloqueio imposto pelos Estados Unidos.

Fidel ensinou ao mundo que a realidade não importa. Assassine, empobreça e tiranize o povo de um país por conta e risco, mas proclame-se um comunista que as pessoas de esquerda pelo mundo afora vão amar você. (Humberto Fontova)

Fontova mostra que Cuba – que já foi a 11ª nação com o maior padrão de vida do mundo – tem hoje uma realidade pior do que a do Haiti. Os cubanos vivem sob o domínio total do governo, sem direito a propriedades, ao simples direito de ir e vir, ao consumo livre e a liberdade de expressão. “Hoje mais de 20% da população de Cuba está nos Estados Unidos e os outros 80% – excluindo é claro os privilegiados membros de La Revolución – sonha em fugir de lá”, afirma Fontova.

Para o autor, Fidel destruiu a economia do país, tornando o país dependente financeiro das grandes potencias e um fiel escudeiro do narcotráfico internacional.

Desde o paredón de La Cabaña, a principal prisão política da ilha, Cuba já teve mais de 500 mil presos políticos. Nos três primeiros meses da Revolução foram registrados mais de 500 fuzilamentos. De acordo com Fidel, no entanto, não existem desaparecidos políticos em Cuba, e ai de quem disser o contrário.

Por que os Estados Unidos, a ONU, as celebridades politicamente corretas e os engajados sociais pelo mundo defendem esse homem como um grande governante? Essa é a grande pergunta de Humberto Fontova em seu livro. É possível condenar ditadores como Augusto Pinochet e Adolph Hitler e passar a mão na cabeça de um homicida como Fidel Castro? Quem clama pelos direitos civis dos cubanos aprisionados em Cuba?

“Fidel – o tirano mais amado do mundo” aponta o porquê desse favoritismo por Fidel e alerta para o perigo de usar a ideologia para mascarar ditaduras.

“Fidel: O Tirano Mais Amado do Mundo”
Autor: Humberto Fontova
Editora: LeYa
Páginas: 352

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6 Comentários

  1. Tiago

    Já havia ouvido alguma coisa sobre Cuba ter sido um país adiantado antes da revolução comunista, mas por outro lado havia quem dizia que Cuba era um quintal dos americanos com muita prostituição e coisa e tal. Mas relatos sobre a Cuba antes da revolução são raros. Por que será?

    Este livro parece que finalmente pode acender o caminho para a Cuba pré Fidel Castro. Essa informação de que Cuba já foi a 11ª nação com o maior padrão de vida do mundo é oportuna, porque sempre foi escondida de nós leitores.

  2. marcelo

    vige como os comunistas são crueis, veja só como atacam o barco, parece os nazistas…

  3. Sandro

    Há mais informações sobre a Cuba antes de Fidel no link abaixo. Leiam que vocês vão ficar admirados:

    http://www.ordemlivre.org/2012/10/castrolandia/

    “Muitos falam dos “avanços sociais” na saúde e na educação. Como se isso, mesmo que fosse verdade (não é), absolvesse todos os crimes hediondos do ditador adulado por Hollywood.

    Cuba não era um prostíbulo americano antes de 1959. Era um país com ampla classe média, com o terceiro maior consumo de proteína no hemisfério ocidental, a segunda renda per capita da América Latina (maior que a Áustria e o Japão), e a taxa de mortalidade infantil mais baixa da região.

    Sua taxa de alfabetização já era de 80% em 1957, e o mais importante: os cubanos tinham cerca de 60 opções de jornais diários para escolher. Compare-se a isso a realidade hoje, com um único jornal, monopólio estatal, que reproduz somente aquilo que o ditador deseja. Nas salas de aula, os alunos “aprendem” sobre as maravilhas do socialismo, e depois precisam enfrentar a realidade infernal da ilha-presídio. Educação?

    Em 1958, Cuba tinha nove cassinos, e apenas 5% do capital investido no país eram americanos. Se muitos turistas buscavam diversão na ilha, vários cubanos também viajavam para Miami. Hoje, milhares de cubanos estão dispostos a nadar no meio de tubarões para tentar a liberdade nos Estados Unidos, tudo para fugir do “paraíso” socialista onde “nenhuma criança dorme na rua”.

    Para piorar o quadro, Havana recentemente passou Bangcoc como “capital do sexo infantil no mundo”. Possui ainda as maiores taxas de suicídio e aborto da região, fruto da miséria e do desespero. Isso apesar dos mais de US$ 100 bilhões de subsídios que a antiga União Soviética mandou para Fidel. Chávez assumiu a mesada, mas fica tudo concentrado na “nomenklatura” escolhida pelo Líder Máximo.

    Há também uma segregação racial na ilha, com 80% dos presos sendo negros, contra menos de 1% da cúpula do poder. Homossexuais são perseguidos. Os “progressistas” da esquerda caviar não suportariam viver um dia sequer em “A Ilha do Doutor Castro” (outra leitura recomendada). Cuba virou importante rota de tráfico de drogas, com claros sinais de envolvimento do governo, assim como um quintal para terroristas antiamericanos.”

  4. João

    Fidel acabou com Cuba e esse pessoal queria fazer do Brasil uma Cuba em 64 e se o grupo militar não tivesse tomado a frente a gente estava na pior hoje.

  5. Cerqueira

    Seus carniceiros direitistas calem a boca, Fidel não é ditador e a Cuba de hoje é muito melhor do que era, e ele tinha mesmo que eliminar aqueles reacionarios safados e todo reacionario tem que ser fuzilado mesmo, o poder popular é soberano e tem que acabar com a raça dos direitistas.

  6. Nadinho

    João você tem razão se em 64 os militares não tivesse derrotado os comunistas o Brasil ia virar uma Cuba com milhões de pessoas sendo fusiladas, veja só o que diz Cerqueira, esse tipo de gente só pensa em matar quem pensa diferente deles. Nosso Brasil ia virar um grande país cheio de miséria.

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