Deputada lamenta perda de royalties do petróleo

LUÍS AUGUSTO GOMES

A redução dos royalties destinados aos municípios produtores de petróleo, aprovada pela Câmara dos Deputados, foi criticada pela deputada Maria Luiza Laudano (PSD), que prevê o agravamento da situação econômica e social de Pojuca, onde é prefeita sua filha, Gerusa Laudano.

“A produção traz o sério problema de agressão não só à vegetação, mas também aos animais, que têm o pelo estragado, perdem peso, prejudicando a bacia leiteira”, afirmou a deputada, lembrando ainda que o solo é contaminado e muitos agricultores ficam impedidos de plantar, com reflexo na produção de frutas e hortaliças.

Laudano disse que os orçamentos municipais são programados com base na receita estimada, e a mudança só vai agravar a situação. “Muitos prefeitos estão sem poder pagar o 13º, demitindo pessoas para fechar a contabilidade dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal. Agora, terão menos recursos ainda”.

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Elmar vê desprezo a interesses baianos – Já o deputado Elmar Nascimento (PR), acha que a Câmara “deu uma demonstração de independência e altivez” ao votar “contra os interesses e orientação do Palácio do Planalto com relação à redistribuição dos royalties do petróleo”.

Foram preservados, segundo ele, os interesses de Estados e municípios, “acabando com aquela história de que os municípios produtores, porque geograficamente mais bem localizados, eram sempre mais bem aquinhoados com a riqueza do petróleo, sem compartilhar com os mais pobres, que precisam do poder público”.

Culpa seria da omissão de Wagner – Segundo Elmar, toda a bancada do PT, com exceção de Zezéu Ribeiro, “votou contra os interesses da Bahia”, tendo lamentado a postura do governador Jaques Wagner, que estava em Brasília e não fez nenhum tipo de pressão.

“Por que ele não reuniu o PT, a sua bancada, e pediu, como fez Eduardo Campos (governador de Pernambuco) e como fizeram todos os governadores que serão beneficiados?” – perguntou.

Para o deputado, a razão é a mesma pela qual Wagner “não tem coragem de falar em pacto federativo, colocando o vice-governador Otto Alencar para falar”: a preocupação de não se contrapor às orientações nacionais do PT e do governo federal.

O reserva entrou em campo – Aliás, o discurso bate com declaração reservada de um experiente parlamentar, que, ao ler na imprensa a defesa, por Eduardo Campos e o senador Aécio Neves, de “um novo federalismo”, atestou:

“É isso mesmo. O governador, quando viu a movimentação de Eduardo e Aécio, deve ter dito a Otto Alencar: ‘Vá você, que pra mim não dá’”. (Por Escrito)

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1 Comentário

  1. Fedegoso

    A notícia está truncada, ininteligível, com muita rasgação de seda.

    Vamos resumir: a maioria dos deputados VOTARAM CONTRA 100% DE VERBAS DO PETRÓLEO PARA A EDUCAÇÃO. Dentre eles o deputado ACM NETO, o novo prefeito de Salvador, que foi apoiado maciçamente pelos periféricos (melhor que marginal, né!), militares e professoras.

    Constatação:

    A MAIORIA DOS POLÍTICOS DEFENDE A EDUCAÇÃO, MAS NA HORA DO VAMOS VER….

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