Para entrar no STF vale tudo, até a cor da pele

CLÁUDIO HUMBERTO

Após insinuar que o currículo do colega Marco Aurélio não influiu na sua indicação para o Supremo Tribunal Federal, o ministro Joaquim Barbosa ficou sujeito a ouvir que critérios de escolha variam em cada presidente e, no caso dele, a cor da pele pesou mais que a marcante trajetória. Lula queria ser o presidente a indicar o primeiro negro para o STF, embora o currículo de Barbosa tenha ajudado definir a escolha.

O ‘padrinho’ – Lula pediu aos assessores “um negrão” para ser indicado ao STF, e quem localizou Barbosa foi o então assessor palaciano Freito Beto.

Currículo – Outros juristas negros foram sugeridos a Lula, quase todos com currículos admiráveis. Um deles se chamava Joaquim Barbosa.

Bola no chão – Barbosa ficou irritado porque suas críticas a Marco Aurélio não saíram no site do STF. Foi o presidente Ayres Brito tentando reduzir tensões.

No braço? – O primeiro atrito de Joaquim Barbosa foi com Marco Aurélio, que até o desafiou a resolver diferenças nas condições que o colega “quisesse”. (Coluna de Cláudio Humberto)

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